sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Sol da meia noite

Olho no escuro e ninguém me vê
Olho e não vejo ninguém
O sol brilha em plena meia noite
O sol da noite sinaliza que será longa a vigila
A noite anuncia ao dia que é chegado sua hora
Brilha radiantemente
Brilha aos meus olhos que tudo vê
Sem saber o que realmente vê ou quer ver...

Numa longa e frenética conversa com meu amigo Coco, sobre os últimos acontecimentos daquele dia os fatos que nós vivenciamos e, juntos sofremos as duras perdas de uma extensa luta que nos renderam despojos de paz que rapidamente se foi com apenas meia dúzia de palavras dita e desdita. Eu falo você fala eu interpreto e você interpreta e chegamos as duras conclusões de que tudo está certo e, onde tudo está errado.

Sabem meu amigo qual a pior parte desse discurso? Não é o sol do meio dia, o calor fustigante que como um capataz coloca todos os que estão debaixo de sua chibata a se movimentar para evitar os açoites... não! Difícil mesmo é a solidão da noite, são seus olhos que nunca fecha e seu meneado desatento ao meio de nada. Que terrível é! Procuro por entre as fresta da cortina onde vem uma restinga de luz e, então observo que além de estar só, lá fora o sol da meia noite brilha.

Busco na sua claridade vigor para enaltecer os olhos e pô-los a dormir, mas eles refutam, rejeitam satiriza e tripudia do meu cansaço esforçando me ao máximo em ficar acordado. O cérebro que por seus arquétipo tudo observa do seu camarinho vendo pelas janelas dos olhos todo o burburido da noite os esfregar dos dedos nos olhos a inconstância enzimáticas do organismo e uma sofrencia enlouquecedora passando como um filme para ele.
 
Sim, minha força está na solidão.
Não tenho medo nem de chuvas tempestivas
nem das grandes ventanias soltas,
pois eu também sou o escuro da noite. C. L

Coco o que você faria numa situação desta? Há sim me recordo agora... Coco é apenas uma personagem psíquica, devaneios de uma mente angustiada pelo cansaço descaso da vida. Sobre o olhar do sol da meia noite abraço-me a minha cama querida onde e percebo, onde estão seus braços majestosos em forma de lençóis?


Acalenta-me o travesseiro e como que embalado pelo som de uma valsa aquieta meu coração assombrado pavoroso com esse sol interminável que insiste em atormentar as janelas de minha alma, meus olhos. A lua ressurge afastando o sol e como que num toque magico de seu luar terno e radiante consola meus olhos, traz me a merecida paz e encantado meus olhos pesa e cai em um sono profundo, é como um burburido de cigarra num zunido de alegria vai se adormecendo meu corpo e entregando se ao cuidados do sono.  


Um comentário:

  1. "[..]
    Solidão.
    A angústia da Cidade,
    a impossível procura da Unidade,
    o clamor
    do silêncio interior,
    mais pungente, estridente,
    que os bárbaros ruídos
    que ferem, dilaceram os nervos e os sentidos."

    F.C

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