Nos
entre olhamos
Como
dois grandes predadores
Nos
medimos com olhares vorazes
Com
olhares pálidos
Com
olhares de carência
Nos
olhamos com saudades
Nos
vemos em distancia
Medindo
os sentimentos
Das
dores e perdas
Das
marcas boas e ruins
Dos
choros e alegrias...
Há
alegria, esta sim está em falta...
Nas pontas dos dedos parece pulsar o
coração quando dá se vida aos sentimentos que ressurge poesias e com a pretensa
desculpa da licença poética damos vida em parte daquilo que é o nosso dia a
dia. Falávamos eu e Caco; como é ruim a dor da distância quando se está a
poucos centímetros de distância, ao alcance da mão, do afago dos braços de quem
se amam?
O sangue corre por entre as veias vindo
numa velocidade vertiginosa dos pés à cabeça, o coração parece que vai
explodir, quando como que capturado por um sentimento de grandeza pausadamente
dá seus compassos como quem rege uma orquestra. Fascinante!
“Sou
o melhor predador do mundo, não sou?
Tudo
em mim convida você…
Minha
voz, meu rosto, até meu cheiro.
Como
se eu precisasse disso!” E. C.
Que maestria tem esse nobre órgão vital!
Por sua vez o carrasco e felino cérebro é apaziguado por essas melodias, por
essas vazes que ecoa por entre os sentimentos de nobreza sentimentos frágeis
que por um tris, um simples relance do olhar fosco enaltecido ou mesmo desigual
pode trazer uma tremenda reviravolta e as enzimas trabalham aceleradamente para
produzir químicas ao corpo que corresponde as suas expectativas; prazer raiva
ódio carência amor paixão desejo...
Enfim... abrindo se os grilhões da mente e
agora enlouquecida trama suas maluquices em busca de fatos reais respostas
satisfatórias e libera o santo inquisidores para a executaçao de tal tarefa, o
corpo.
Campo de batalha estabelecido entre os
dois grandes predadores que por hora se confunde; como num súbito
ataque mostra se voraz, de repente na defesa fragilidade carência mostrando os
dois lados da moeda, da personalidade, dos enredos tramados pelo cotidiano da
vida. Compadecido da licença poética vejamos os dois mostro gênios... lembra-me
da estátua que Daniel viu em sua visão: ouro, bronze, ferro e barro.
Elementos que não podem subsistir a ataque
e nem tão pouco condições de defesa. Fato é que sua ruina, não obstante da
visão veio a se cumprir. Mas, em algum lugar talvez no cantinho esquerdo da
retina dos olhos grandes e castanhos, sob a sobra de seus longos cílios, afirma
Coco meu amigo, que ele vê compaixão, entende que os dois gigantes querem na
realidade se amar, viver uma vida de encontros e novidades, pergunto então ao
auspicioso e pederneiro Coco, como isso é possível?
Nos termos de rendição afirma sabiamente
Coco. Os dois predadores precisão se tornar ovelhas, largarem as coisas que
fere deixa marcas profunda das quais nunca poderão se livrar, tanto as que
carregam seus corpos como o sentimento do impacto das unhas dilacerante
cortando o outro, é preciso aprender a viver com isso e nas almofadas e sedosas
lãs das ovelhas encontrarem uma medida de paz todos os dias. Há um sol à meia
noite que tanto traz calor como frio, mas também uma luz de penumbra produzindo
ninho de amor.
"Assim eu quisera uma noite,
ResponderExcluirQuando a hora da volúpia soa,
Às frondes de tua pessoa
Subir, tendo à mão um açoite,
Punir-te a carne embevecida,
Magoar o teu peito perdoado
E abrir em teu flanco assustado
Uma larga e funda ferida,
E, como êxtase supremo,
Por entre esses lábios frementes,
Mais deslumbrantes, mais ridentes,
Infundir-te, irmã, meu veneno!"
C.B
Obrigado Natali...por sua participação no blog... Muito bom esse poema... farei uso dele em citaçóes futuras em meus escritos
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