quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Predadores

Nos entre olhamos
Como dois grandes predadores
Nos medimos com olhares vorazes
Com olhares pálidos
Com olhares de carência
Nos olhamos com saudades
Nos vemos em distancia
Medindo os sentimentos
Das dores e perdas
Das marcas boas e ruins
Dos choros e alegrias...
Há alegria, esta sim está em falta...

Nas pontas dos dedos parece pulsar o coração quando dá se vida aos sentimentos que ressurge poesias e com a pretensa desculpa da licença poética damos vida em parte daquilo que é o nosso dia a dia. Falávamos eu e Caco; como é ruim a dor da distância quando se está a poucos centímetros de distância, ao alcance da mão, do afago dos braços de quem se amam?

O sangue corre por entre as veias vindo numa velocidade vertiginosa dos pés à cabeça, o coração parece que vai explodir, quando como que capturado por um sentimento de grandeza pausadamente dá seus compassos como quem rege uma orquestra. Fascinante!

“Sou o melhor predador do mundo, não sou?
Tudo em mim convida você…
Minha voz, meu rosto, até meu cheiro.
Como se eu precisasse disso!” E. C.

Que maestria tem esse nobre órgão vital! Por sua vez o carrasco e felino cérebro é apaziguado por essas melodias, por essas vazes que ecoa por entre os sentimentos de nobreza sentimentos frágeis que por um tris, um simples relance do olhar fosco enaltecido ou mesmo desigual pode trazer uma tremenda reviravolta e as enzimas trabalham aceleradamente para produzir químicas ao corpo que corresponde as suas expectativas; prazer raiva ódio carência amor paixão desejo...

Enfim... abrindo se os grilhões da mente e agora enlouquecida trama suas maluquices em busca de fatos reais respostas satisfatórias e libera o santo inquisidores para a executaçao de tal tarefa, o corpo.

Campo de batalha estabelecido entre os dois grandes predadores que por hora se confunde; como num súbito ataque mostra se voraz, de repente na defesa fragilidade carência mostrando os dois lados da moeda, da personalidade, dos enredos tramados pelo cotidiano da vida. Compadecido da licença poética vejamos os dois mostro gênios... lembra-me da estátua que Daniel viu em sua visão: ouro, bronze, ferro e barro.

Elementos que não podem subsistir a ataque e nem tão pouco condições de defesa. Fato é que sua ruina, não obstante da visão veio a se cumprir. Mas, em algum lugar talvez no cantinho esquerdo da retina dos olhos grandes e castanhos, sob a sobra de seus longos cílios, afirma Coco meu amigo, que ele vê compaixão, entende que os dois gigantes querem na realidade se amar, viver uma vida de encontros e novidades, pergunto então ao auspicioso e pederneiro Coco, como isso é possível?

Nos termos de rendição afirma sabiamente Coco. Os dois predadores precisão se tornar ovelhas, largarem as coisas que fere deixa marcas profunda das quais nunca poderão se livrar, tanto as que carregam seus corpos como o sentimento do impacto das unhas dilacerante cortando o outro, é preciso aprender a viver com isso e nas almofadas e sedosas lãs das ovelhas encontrarem uma medida de paz todos os dias. Há um sol à meia noite que tanto traz calor como frio, mas também uma luz de penumbra produzindo ninho de amor.



2 comentários:

  1. "Assim eu quisera uma noite,
    Quando a hora da volúpia soa,
    Às frondes de tua pessoa
    Subir, tendo à mão um açoite,

    Punir-te a carne embevecida,
    Magoar o teu peito perdoado
    E abrir em teu flanco assustado
    Uma larga e funda ferida,

    E, como êxtase supremo,
    Por entre esses lábios frementes,
    Mais deslumbrantes, mais ridentes,
    Infundir-te, irmã, meu veneno!"

    C.B

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    1. Obrigado Natali...por sua participação no blog... Muito bom esse poema... farei uso dele em citaçóes futuras em meus escritos

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