sexta-feira, 17 de setembro de 2021

Desejos

Olhei pra você,

Te desejei, 

Pelos olhos te comi.


Seu cabelo alvoraçava meus impulsos,

Instiga meus instintos primitivos,

Se olhar me suscitava a alma,

Seu rebolado me desconcertava,


Ao vê-la apresentar se, 

Meu desejo aumentava,

Meu sangue fervia,

Minha alma latejava.


Você me excita, 

Do jeito que é,

Mesmo vestida, 

Posso seu corpo ver, sentir.


Olhos fechados, 

Vejo você vindo a meu encontro,

Semi nua,

Faceira, destilando tesão.


No alcance da mão, 

Te toco e vejo como esta molhadinha,

Seu suco,

Seu néctar,


Me olha nos olhos,

Me empurra com o pé,

Me joga para trás. 

Como Diva se aproxima, 

Como gata manhosa e dengosa,


Deixa claro suas intensões, 

Sobre mim roça seu capuzinho,

Sua mão leve,

Abre minha braguilha, 

Puxa meu pendor.


Na pontinha brinca e diz:

“Macio!” Duro mais macio

Revira os olhos e suspira fundo, 

Ao toca-la diz:

“Não mocinho!”

“Não seja teimoso”.


No delírio recuo meu quadril 

Ao que replica: “fia da mãe!”


No jogo do prazer temos:

Libido em excesso

Prazer latente

Química equilibrada

Pele abrasiva

Desejos vorazes.

quarta-feira, 15 de setembro de 2021

16 de agosto

Você me beijou,

Me premiou com a doçura dos seus lábios,

Beijo quente, 

Beijo trêmulo, 

Cheio de intenções, 


Ao tocar sua pele senti desejo, 

Revivi a intensidade do vigor. 


Sai de fininho batendo a porta 

Olhando por cima do ombro como que, siga me!


Tenso e é intenso, 

Respirei e fui.

Bati a sua porta, 

"Louco" me disse,

Peguei em meus braços 

E dei pressão 

"Fia da mae" replicou. 


Me instigou, 

Me provocou,

Me beijou,

Sobre mim rebolou


Privando-me do acesso 

Tudo isso quase me dava acesso de loucura...


Calcinha fio,

Bumbum impinadinho,

Quente e meladinha estava,

Horas deixava me aproximar e ao tocar dizia:

- Não! 

- Tira a mão! 

- Mocinho você não pode!

- Não seja teimoso...


Como que me punido, 

Usando de seus atributos para me vilipendiar,

Colocou me deitado e de costas simulou a cavalgada.


Rebolava gostoso...

Continua...

domingo, 12 de setembro de 2021

Entre olhares

Nos entre olhamos,

Nos desejamos,

Nossos corpos se comunicam,

A euforia latente do ser erradia o ambiente,

Pessoas no nosso entorno,

Nada vê,

Nada sabe,

Nada percebe,

 

Minha mente esta ligada a sua,

Nos falamos na mesma linguagem,

Minha boca sedenta encontra com a sua,

Beijos quentes,

Beijo molhado,

Beijo auspicioso,

 

Adrenalina a mil,

Vamos empurrar todos para fora?

Vamos ficar a sós,

Temos orgasmos pendentes,

Temos gozo a ser desfrutado,

 

Finalmente estamos a sós,

Não sei por onde começar,

Tamanho é o prazer de estar,

Sua pele úmida,

Seus olhos em delírios,

Sua respiração ofegante,

 

Aproximo me,

Incendeio me,

Fogo pega,

Fogo consome,

Fogo ardente,

Fogo da mente,

 

Minha língua toca na sua,

Nossos lábios sem encontram,

Seus mamilos ficam duros,

Seu tesão é exalado,

Seu fulgor...

Toco seus lábios com ternura e,

Os devoro como se nunca tivesse beijado,

 

Envolvo seu corpo ao meu,

Que aos pouco vou despindo,

Vejo seus olhos revirarem,

Seu coração a disparar,

Sua boca a implorar. Devore-me,

 

Minhas mãos, suas mãos,

Conhece bem o caminho,

Navegamos como que em turbulência,

Não como que competido,

Mas pra chegar a praia,

Para então nos deliciarmos,

 

Beijo sua barriga,

Toco suas nádegas,

Aperto suas coxas,

A visão de baixo para cima é o céu...

 

Minha língua toca seu ponto de excitação,

De prazer constante,

Minha língua navega por entre o mar estreito,

Ao ponto que meu nariz respira a brisa suave...

Ao fundo do prazer,

Desse cavernoso estreito,

Há uma fonte de néctar,

Somente os deuses podem ter.

 

Na controvérsia da vida,

No erotismo do ser,

Encontro em você,

A sedenta senda e,

Águas que quanto mais bebe mais quer.

 

Ouço um gemido,

Uma voz do alto,

Dizendo: “não pare”,

Preciso disso,

Preciso de você,

 

Vem para dentro do meu ser,

Entre com delicadeza e força,

Faça me explodir,

Faça me gozar,

Não pare ate eu me deleitar,

 

Morda me,

Puxe meus cabelos,

Fale ao meu ouvido,

Aquilo que me excita

Aquilo que me faz liberar minh´alma.

 

Me vire,

Me puxe,

Mas não pare,

Vai de com força ate o fim,

Como macho garanhão,

Que cobre sua fêmea,

 

Impõe se sobre mim,

Sou sua fêmea ate o fim,

Quero em ti desaguar,

Quero de ti seu leite tomar,

Quero de ti o nunca terminar...

 

Não seja maldoso,

Me faz gozar,

Me faz delirar,

Me faz o que eu faço

Com você ate o dia raia.