sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Antes e depois


Antes era somente eu 
Depois éramos s dois 
Antes era minha carne 
Depois dois corpos, mas uma só carne 
Antes era somente antes 
Onde nada fazia muito sentido e, nefasto!  
A vida era quase irrelevante e irreverente, 
Depois! Se tornou agora, 
E agora, há agora... 

Kaguyavocê já percebeu que o ontem é igual ao hoje que foi igual a anteontem? O amanha não pode existir por conta do hoje porque hoje tudo pode ser mudado e  poderá haver daqui a pouco se o agora for bem estabelecido (mesmo que seja o caos), mas o que você me diz? De olhos no infinito do nada Kaguya entrelaçada de afagos com Caco meu fiel e emblemático escudeiro que também se esforça para entender a logica do existo ainda não, relembra:  

Mestre, há de convir que as perguntas nada são além de um emaranhado de pressuposiçõesalém do que, podem não nos levar a lugar algum, se esta a razão... se é então que pretende ir, e conclui Kaguya, dizendo que a vida é efêmera ao ser que é medido pelo que se é e, não pelo que se temHa de convir que quando olhamos para o "ser" homem nada vemos além de nossa própria imagem refletida no universo biconvexo de si mesmo para uma simples razão, o que eu sou e se eu estou disponível a me levar a diante olhando a partir do ser, o outro.  

Lembro me de uma fala de Rubem Alves, se o homem soubesse o valor do outro seriamos antropofágicos... Nobres e beneplácitos amigos do anonimato e de uma mente que vos criou, recordo me de uma frase de Fernando Pessoa que diz: 

Querer não é poder. Quem pôde, quis antes de poder só depois de poder. Quem quer nunca  de poder, porque se perde em querer. 

Seria o antagonismo da vida tal forma de proceder? Seria assim a vida antes durante e depois do amor? Pessoas diferentes, de lugares e hábitos diferentes numa atração inversa, ou seja, o que era pra repelir acaba sendo evocado a um sentimento de que os dois universos opostos são capazes de gerar vida. 

Difícil de saber, mais ainda de explicar, porque tal coisa é existencial no mesmo mundo, coexistentes em si mesmo. Há afirmativa do filme "homens são de martes e mulheres são de vênus" retrata melhor essa andrologia. 

Do que mesmo nós falávamos, Caco... Kaguya?!  

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Coração ermitão

Bate coração  
Bate no peito 
Bate porque busca razão para não parar de bater 
Bate coração, busca nas emoções o sentido de ser! 
Esse coração que não pensa nas consequências 
Vive uma vida de ermitão, sem um lugar para morrer. 

O coração é meio zen, ele não se importa com quem se relaciona, simplesmente permite que as pessoas entre, se acomodem faça dele morada ate que lhe seja util. Seria o coração um ermitão? Que vive a vagar nos lugares mais longínquos, onde nem mesmo os pés pode levar,  ele vai e ultrapassa os limites da fronteira do que é seguro, visívelhabitável e, lá ele faz seu tempo de cura. 

Alguns meses atrás esse coração conheceu uma alma de penhor, bem elaborada, cheia de graça e por ela, que a chamarei de Kaguya, minha mais nova personagem dos meus pensamento, se engraçou. vibrou ao conhece-la de um modo fortuita e comprometeu-se a galantear e a enche-la de mimos. Há dois fatores entre Kaguya desperta nesse ermitão, 1. química e, 2. prazer. 

Dostoievski descreve da seguinte forma: 
O sofrimento acompanha sempre uma inteligência elevada e um coração profundo. Os homens verdadeiramente grandes devem, parece-me, experimentar uma grande tristeza. 

Caco, meu nobre amigo enciumado de Kaguya, diz que "ela será sua ruina" nobre amigo, criador de seu próprio enredo ela florescera sobre seus ossos caso não seja capaz de rever sua postura frente a uma cruel e inevitável realidade ele afirma, onde mesmo você a conheceu? A sim, caso fortuito você me disse, mas como se deverá a tudo isso se nunca pode toca-la? A sim, você também me disse que envernizara as poucas imagens que você tem dela e fara dela sua célebre companheira de caminhada.  

Grosseiramente Coco se recusa a andar nesse triangulo amoroso num ciúme possessivo retira para que a mente possa florescer sobre os olhares inebriantes de Kaguya. E então volto a pensar nos dois aspectos proposto acima: química e prazer. Seria isso o que move um coração a viver uma vida de ermitão? Em busca de razão e vida que faça sentido? Como  escrevi outras vezes, é de se pensar? 

Bem, voltarei a pensar e redefinir esses valores e conceitos sobre química e prazer. O coração ermitão achou um ancoradouro e por  passar um tempo para refazer e organizar seu olhar sobre um carteado posto à mesa... bem sabia Dostoievski quando afirma que uma mente inteligente tem um coração profundamente sofredor no seu fim.