Depois éramos nós dois
Antes era minha carne
Depois dois corpos, mas uma só carne
Antes era somente antes
Onde nada fazia muito sentido e, nefasto!
A vida era quase irrelevante e irreverente,
Depois! Se tornou agora,
E agora, há agora...
Kaguya, você já percebeu que o ontem é igual ao hoje que foi igual a anteontem? O amanha não pode existir por conta do hoje porque hoje tudo pode ser mudado e só poderá haver daqui a pouco se o agora for bem estabelecido (mesmo que seja o caos), mas o que você me diz? De olhos no infinito do nada Kaguya entrelaçada de afagos com Caco meu fiel e emblemático escudeiro que também se esforça para entender a logica do existo ainda não, relembra:
Mestre, há de convir que as perguntas nada são além de um emaranhado de pressuposições, além do que, podem não nos levar a lugar algum, se esta a razão... se é então que pretende ir, e conclui Kaguya, dizendo que a vida é efêmera ao ser que é medido pelo que se é e, não pelo que se tem. Ha de convir que quando olhamos para o "ser" homem nada vemos além de nossa própria imagem refletida no universo biconvexo de si mesmo para uma simples razão, o que eu sou e se eu estou disponível a me levar a diante olhando a partir do ser, o outro.
Lembro me de uma fala de Rubem Alves, se o homem soubesse o valor do outro seriamos antropofágicos... Nobres e beneplácitos amigos do anonimato e de uma mente que vos criou, recordo me de uma frase de Fernando Pessoa que diz:
Querer não é poder. Quem pôde, quis antes de poder só depois de poder. Quem quer nunca há de poder, porque se perde em querer.
Seria o antagonismo da vida tal forma de proceder? Seria assim a vida antes durante e depois do amor? Pessoas diferentes, de lugares e hábitos diferentes numa atração inversa, ou seja, o que era pra repelir acaba sendo evocado a um sentimento de que os dois universos opostos são capazes de gerar vida.
Difícil de saber, mais ainda de explicar, porque tal coisa é existencial no mesmo mundo, coexistentes em si mesmo. Há afirmativa do filme "homens são de martes e mulheres são de vênus" retrata melhor essa andrologia.
Do que mesmo nós falávamos, Caco... Kaguya?!

