terça-feira, 20 de outubro de 2015

Lua




A lua sera minha companheira hoje... juntos viajaremos por mil lugares, como o pequeno principe.
Obrigado por sua sua e discreta campanhia.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Recortes e retalhos

Recorte do dia e da noite
Sobras de um pensamento sem identificação  
Retalho de roupa já usado
Retalho de tecido desperdiçado e aqueles...
Faz se colchas
Faze se cortinas
Faze roupas
Faz se historia
Faz se bandeira
Faz a vida de retalhos e recortes
Recortes de fotos que retrata ou retratou a vida.

Lamuriosamente encontrei um desprezível recorte de história, de fatos, de lembrança e dor e me perguntei qual a razão de se fazer uso desses recortes retalhos? Inesperadamente meu amigo Coco afirmou: porque você não se desfez de retalhos e recortes que são desnecessário para o seu dia a dia, você acumulou esses retalhos para poder cheira-lo no seu dia de alegria e amargar e envelhecer-se.

Cruel! Gritei dentro de mim indignado com Coco. Como pode sendo você meu melhor amigo e fiel escudeiro emblemático nas razoes e calculistas nos sentimentos e respostas, pode me dizer tal coisa? Sim, posso e lhe digo mais nobre e amigo celebre das razoes e diretor, criador do seu próprio destino e história, você não está aquém desta realidade vive a esconder coisas dolorosas das quais somente eu sei o que é. Conheço seus quereres e suas paixões acrescentou abusadamente.

Há uma vida lá fora da qual você dela apenas uma parte pode experimentar. Me é lembrado que viver é um eterno rasgar-se e remendar-se para que de retalho em retalho nós nos tomamos inteiros como um tecido novo, porque a vida é feito de acerto e erros e, erro no falar e quando deixo de falar, erro quando faço e deixo de fazer... me lembro de uma outra proza de um devaneio passado “contraditório outra vez” não?!

E o que fazer então nesse caso perguntei, é preciso pensar, foi o que me disse Coco. Me recordei da lua imponente no céu outro dia e dela me alimentei nostalgicamente fechei os olhos e uma voz serena e suave veio aos meus ouvidos, como que um conto:
 
De olhos fechados.
Sim estou.
O que você vê?
Nada.
Essa é minha vida sem você. Retalhos

Foi apenas um devaneio de novo. Os olhos começaram a suar... e afogando em lagrimas sem ao menos poder respirar como que, num ato de suicídio assistido, fiquei inerte a realidade vivida sem força para reagir e ao mesmo tempo deliciando me daquela angustia que como um céu de bronze se fez sobre minha cabeça.

Por um toque súbito da realidade contida no mundo real voltei a viver as durezas do mundo adulto, onde se faz necessário pegar os retalhos para construir ou reconstruir a vida na sua caminhada.

De pontos em pontos pedaços a pedaços de muitos vai e vem dos braços num movimento bailarino sentado na cadeira de descaço é necessário colocar em pratica o ócio do oficio... construir a vida. Que coisa não!