Recorte
do dia e da noite
Sobras
de um pensamento sem identificação
Retalho
de roupa já usado
Retalho
de tecido desperdiçado e aqueles...
Faz
se colchas
Faze
se cortinas
Faze
roupas
Faz
se historia
Faz
se bandeira
Faz
a vida de retalhos e recortes
Recortes
de fotos que retrata ou retratou a vida.
Lamuriosamente encontrei um desprezível
recorte de história, de fatos, de lembrança e dor e me perguntei qual a razão
de se fazer uso desses recortes retalhos? Inesperadamente meu amigo Coco
afirmou: porque você não se desfez de retalhos e recortes que são desnecessário
para o seu dia a dia, você acumulou esses retalhos para poder cheira-lo no seu
dia de alegria e amargar e envelhecer-se.
Cruel! Gritei dentro de mim indignado com
Coco. Como pode sendo você meu melhor amigo e fiel escudeiro emblemático nas
razoes e calculistas nos sentimentos e respostas, pode me dizer tal coisa? Sim,
posso e lhe digo mais nobre e amigo celebre das razoes e diretor, criador do
seu próprio destino e história, você não está aquém desta realidade vive a
esconder coisas dolorosas das quais somente eu sei o que é. Conheço seus
quereres e suas paixões acrescentou abusadamente.
Há uma vida lá fora da qual você dela
apenas uma parte pode experimentar. Me é lembrado que viver é um eterno
rasgar-se e remendar-se para que de retalho em retalho nós nos tomamos inteiros
como um tecido novo, porque a vida é feito de acerto e erros e, erro no falar e
quando deixo de falar, erro quando faço e deixo de fazer... me lembro de uma
outra proza de um devaneio passado “contraditório
outra vez” não?!
De
olhos fechados.
Sim
estou.
O
que você vê?
Nada.
Essa
é minha vida sem você. Retalhos
Foi apenas um devaneio de novo. Os olhos
começaram a suar... e afogando em lagrimas sem ao menos poder respirar como que,
num ato de suicídio assistido, fiquei inerte a realidade vivida sem força para
reagir e ao mesmo tempo deliciando me daquela angustia que como um céu de
bronze se fez sobre minha cabeça.
Por um toque súbito da realidade contida
no mundo real voltei a viver as durezas do mundo adulto, onde se faz necessário
pegar os retalhos para construir ou reconstruir a vida na sua caminhada.
De pontos em pontos pedaços a pedaços de
muitos vai e vem dos braços num movimento bailarino sentado na cadeira de
descaço é necessário colocar em pratica o ócio do oficio... construir a vida.
Que coisa não!

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