sábado, 17 de outubro de 2015

Sob o olhar

Eu vi você chorar
Senti seu coração pulsar
Eu vi você triste
Com olhares fixo no universo do nada
Em busca do que realmente valesse a pena
Vi você chorar
Quando o sol da meio noite brilhou
Quando o raiar do dia surgiu no horizonte da aurora
Chorou quando olhou pra mim
Chorou quando as únicas palavras podia ser expressa em lagrimas
Então chorou!

Sentimentos brotam também das lagrimas, lagrimas pode significar tantas coisas, dentre elas, a paixão que vai morrendo. É como se fosse o findar de um dia e no romper de uma nova noite houvesse um único folego de vida e ela se expressasse em lagrimas um profundo sentimento do qual palavras cortejos e lamento não poderia descrever o sentimento que pulsa no peito já fragilizado pela angustia e o desespero da falta da visão e a língua já se pega no céu da boca. Sente se assim os sentimento:

As lágrimas são o mais vivo do sentimento,
porque são o destilado da dor;
são o mais encarecido dos louvores,
porque são o preço da estimação;
são o mais efetivo da consolação,
porque são o alívio da natureza. A. V

Como descrever as lagrimas com tanta propriedade? Ela expressa alegria felicidade dor perda amor ódio... lagrima alivia os olhos profundamente embebidos de tristeza, reflete a natureza de uma alma ferida, ou um ser em êxtase em busca de sensações e prazer, mesmo que momentâneos.

As lágrimas não pedem, mas merecem perdão. Elas também faz apontamento para novas possibilidades abre campos para o diálogo e aprofunda relacionamentos traídos pela solidão do esquecimento, onde, éramos ou fomos lentamente substituídos por valores atos e palavras, ficamos à deriva das necessidades sem-terra pra pisar sem bússola para guiar sem razão para continuar.

Então, as lagrimas brotam nos olhos para nos lembrar que ainda podemos sentir, podemos amar, podemos viver uma vida, uma única vida, a saber essa que temos. A lagrima humaniza os sentimentos que por sua vez torna se tão racional frio e calculista, fazendo assim, uma trilha encoberta pelo distanciamento e, sem dar se conta, estamos longe demais para poder voltar, longe demais para poder tentar, longe demais para poder sonhar e quem sabe até mesmo para continuar. Gosto de pensar que enxugar uma só lágrima merece mais honesta fama, do que verter mares de sangue.



sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Sol da meia noite

Olho no escuro e ninguém me vê
Olho e não vejo ninguém
O sol brilha em plena meia noite
O sol da noite sinaliza que será longa a vigila
A noite anuncia ao dia que é chegado sua hora
Brilha radiantemente
Brilha aos meus olhos que tudo vê
Sem saber o que realmente vê ou quer ver...

Numa longa e frenética conversa com meu amigo Coco, sobre os últimos acontecimentos daquele dia os fatos que nós vivenciamos e, juntos sofremos as duras perdas de uma extensa luta que nos renderam despojos de paz que rapidamente se foi com apenas meia dúzia de palavras dita e desdita. Eu falo você fala eu interpreto e você interpreta e chegamos as duras conclusões de que tudo está certo e, onde tudo está errado.

Sabem meu amigo qual a pior parte desse discurso? Não é o sol do meio dia, o calor fustigante que como um capataz coloca todos os que estão debaixo de sua chibata a se movimentar para evitar os açoites... não! Difícil mesmo é a solidão da noite, são seus olhos que nunca fecha e seu meneado desatento ao meio de nada. Que terrível é! Procuro por entre as fresta da cortina onde vem uma restinga de luz e, então observo que além de estar só, lá fora o sol da meia noite brilha.

Busco na sua claridade vigor para enaltecer os olhos e pô-los a dormir, mas eles refutam, rejeitam satiriza e tripudia do meu cansaço esforçando me ao máximo em ficar acordado. O cérebro que por seus arquétipo tudo observa do seu camarinho vendo pelas janelas dos olhos todo o burburido da noite os esfregar dos dedos nos olhos a inconstância enzimáticas do organismo e uma sofrencia enlouquecedora passando como um filme para ele.
 
Sim, minha força está na solidão.
Não tenho medo nem de chuvas tempestivas
nem das grandes ventanias soltas,
pois eu também sou o escuro da noite. C. L

Coco o que você faria numa situação desta? Há sim me recordo agora... Coco é apenas uma personagem psíquica, devaneios de uma mente angustiada pelo cansaço descaso da vida. Sobre o olhar do sol da meia noite abraço-me a minha cama querida onde e percebo, onde estão seus braços majestosos em forma de lençóis?


Acalenta-me o travesseiro e como que embalado pelo som de uma valsa aquieta meu coração assombrado pavoroso com esse sol interminável que insiste em atormentar as janelas de minha alma, meus olhos. A lua ressurge afastando o sol e como que num toque magico de seu luar terno e radiante consola meus olhos, traz me a merecida paz e encantado meus olhos pesa e cai em um sono profundo, é como um burburido de cigarra num zunido de alegria vai se adormecendo meu corpo e entregando se ao cuidados do sono.  


quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Predadores

Nos entre olhamos
Como dois grandes predadores
Nos medimos com olhares vorazes
Com olhares pálidos
Com olhares de carência
Nos olhamos com saudades
Nos vemos em distancia
Medindo os sentimentos
Das dores e perdas
Das marcas boas e ruins
Dos choros e alegrias...
Há alegria, esta sim está em falta...

Nas pontas dos dedos parece pulsar o coração quando dá se vida aos sentimentos que ressurge poesias e com a pretensa desculpa da licença poética damos vida em parte daquilo que é o nosso dia a dia. Falávamos eu e Caco; como é ruim a dor da distância quando se está a poucos centímetros de distância, ao alcance da mão, do afago dos braços de quem se amam?

O sangue corre por entre as veias vindo numa velocidade vertiginosa dos pés à cabeça, o coração parece que vai explodir, quando como que capturado por um sentimento de grandeza pausadamente dá seus compassos como quem rege uma orquestra. Fascinante!

“Sou o melhor predador do mundo, não sou?
Tudo em mim convida você…
Minha voz, meu rosto, até meu cheiro.
Como se eu precisasse disso!” E. C.

Que maestria tem esse nobre órgão vital! Por sua vez o carrasco e felino cérebro é apaziguado por essas melodias, por essas vazes que ecoa por entre os sentimentos de nobreza sentimentos frágeis que por um tris, um simples relance do olhar fosco enaltecido ou mesmo desigual pode trazer uma tremenda reviravolta e as enzimas trabalham aceleradamente para produzir químicas ao corpo que corresponde as suas expectativas; prazer raiva ódio carência amor paixão desejo...

Enfim... abrindo se os grilhões da mente e agora enlouquecida trama suas maluquices em busca de fatos reais respostas satisfatórias e libera o santo inquisidores para a executaçao de tal tarefa, o corpo.

Campo de batalha estabelecido entre os dois grandes predadores que por hora se confunde; como num súbito ataque mostra se voraz, de repente na defesa fragilidade carência mostrando os dois lados da moeda, da personalidade, dos enredos tramados pelo cotidiano da vida. Compadecido da licença poética vejamos os dois mostro gênios... lembra-me da estátua que Daniel viu em sua visão: ouro, bronze, ferro e barro.

Elementos que não podem subsistir a ataque e nem tão pouco condições de defesa. Fato é que sua ruina, não obstante da visão veio a se cumprir. Mas, em algum lugar talvez no cantinho esquerdo da retina dos olhos grandes e castanhos, sob a sobra de seus longos cílios, afirma Coco meu amigo, que ele vê compaixão, entende que os dois gigantes querem na realidade se amar, viver uma vida de encontros e novidades, pergunto então ao auspicioso e pederneiro Coco, como isso é possível?

Nos termos de rendição afirma sabiamente Coco. Os dois predadores precisão se tornar ovelhas, largarem as coisas que fere deixa marcas profunda das quais nunca poderão se livrar, tanto as que carregam seus corpos como o sentimento do impacto das unhas dilacerante cortando o outro, é preciso aprender a viver com isso e nas almofadas e sedosas lãs das ovelhas encontrarem uma medida de paz todos os dias. Há um sol à meia noite que tanto traz calor como frio, mas também uma luz de penumbra produzindo ninho de amor.



quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Caminho

O caminho sempre leva onde eu quero
O caminho pode ser traiçoeiro:
Apresenta várias opções
Mostra o óbvio da duvida
Desperta curiosidade
Leva a todos os lugares
E leva a lugar nenhum,
Claro, aos que não sabem para onde quer ir
Todo e qualquer lugar e bom
Mas numa dessas encruzilhadas,
na dúvida tudo pode ruir.

Quando tenho dúvida é quando não sei ao certo para onde quer ir. Hoje em uma parta de BR-364 sentido Cuiabá, tinha um motorista que por duas vezes tutibriou se na escolha do caminho a seguir que estava a sua direita, deu seta por duas vezes e fez menção de entrar por duas vezes, quando percebeu que se entrasse nesse caminho já perdido o tempo da entrada, iria colidir seu carro numa vala pluvial ou provocar um engavetamento de carros.

Logo pensei cá comigo, como nossas duvidas pode não somente causar perda para nós mesmo como para quem está ao nosso derredor. Para onde eu vou afinal? Que caminho devo eu tomar? Todos os dias sou forçado ou faço no automático escolhas de caminhos para onde ir. Hilário não! Não deveria o caminho ser seguro e nos levar a um local seguro? Deveras fosse! Caminhos e estradas não se preocupam com as minhas escolhas, só sabe que pode levar você onde quer que queira.

Mas, e quando não se sabe onde é, onde quer chegar, e muito menos ainda qual caminho pegar para chegar lá? Meu amigo Coco afirma que o flagelo das escolhas está no sentimento de culpa depositado no subconsciente, e a necessidade de escolher sem sentir a culpa da escolha, logo me pôs a pensar... é preciso parar! Isso, claro! Quando penso e reflito entendo o propósito da estrada posta a minha frente, sei muito bem que caminho pegar, mesmo que ele ofereça obstáculos sei, ou pelo menos, penso saber como desviar-me deles.

Credo! Mas quem danificou tanto assim esta estrada indagou Coco meu inseparável escudeiro? Fiquei surpreendido pela ingenuidade do meu amigo Coco. E disse lhe estradas são campos de batalhas os buracos nelas contidos são as feridas exposta a olho nu para que quem tenha a sensibilidade possa discernir que são locais doloridos de uma vida frustrada amarga e também de vitorias e conquistas... são as marcas de uma vida toda como se fosse os troféus de um grande rei ao mostrar aos seus súditos ao retornar da guerra dizendo mostro-lhes uma estrada danificada mas também trago dela delicias da vida para que todos aprendam que é possível superar e reconstruir. Nada se perde no caminho, tudo é lição.

As margens do caminho encontro homens e mulheres abandonados, feridos encontro e faço amigos e inimigos. No caminho faço e refaço minha vida e trajetória, no caminho vivo e encontra razoes para viver, no caminho faço uma pausa para refazer as energias e sob a frondosa figueira também cheia de cicatrizes declarações poética de um soldado ali ferido e enterrado, declarações e um amor não vivido que jamais ela ou ele saberá da sua existência, ali descanso.

Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso  corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. 
É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, 
teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos. F. T. A

Pobre figueira, nunca se preocupou com suas próprias dores e cicatrizes que outros lhes fizeram e nunca dali saiu se quer centímetros para buscar consolo, mas viu todos os que por ali passou descansar sob seus ramos ouvir suas muitas vozes dores gemidos lastimas e últimos suspiros de vida e logo veio a falecer. No máximo os que ali se sucumbiram serviram de adubo para as suas raízes já cansada e fustigada pela terra seca e encalorada.

Talvez aquela tiradinha... “tudo passa, menos cobrado e o motorista do ônibus” venha ser a realidade deste caminho e da velha figueira... para a velha figueira ainda há descanso um dia, afinal ela não é eterna e, os caminhos e estradas continuará depois de séculos no mesmo lugar.




terça-feira, 13 de outubro de 2015

A noite que brilha

Sob o olhar da lua cheia
Tudo posso ver
Tudo posso crer
É lindo de vê
É perfeito seu rosto
Os traços exibido sobre a sobra do seu rosto
De frente uma menina
De perfil uma mulher
Seu andar perplexo
Seu quadris em movimento uma coisa rara de vê

O que mais me cativa em você são seus pés e seu pescoço. Não que as demais partes não me interessa ou não me chama a atenção, mas essas duas partes me diz quem você é. Se me permite o formosa mulher descreve-la a partir desses dois pontos de vista tão singelos por esse seu res e simples admirado, revelarei a ti minha perspicácia de um olhar cortante feito uma navalha nas mãos de um barbeiro.

Porque admirar os pés e o pescoço enquanto tantos outros babam pelas nadegas seios entre outras partes do corpo feminino? Hora por razoes simples. Primeiro que não sou todo mundo e minhas piscadelas não estão voltadas para o censo comum, diga se de passagem, meu amigo Coco me chama de leso beirando ao retardado, porque sempre estou em busca de algo que me leva a refletir ao invés de curtir, escavar ao invés de comprar ou já procurar pronto.

Talvez isso me faça bem, me leva a uma maturidade psicológica emocional, embora tenho meus surtos psicodélicos, tira me dá fraqueza e leva me a questionar duramente tudo que meus olhos veem a ponto de duvidar de mim próprio.

Pois bem, essa não e a razão pela qual descreve meus devaneios nessa tarde de domingo, é porque posso olhar atentamente para seus pés e pescoço. Como são formosos! Olho para seus pés e vejo leveza no andar, segurança e firmeza como pisa como que quem estivesse tomando decisões, mas também eles lhes traz elegância porque sobre um salto pontiagudo coloca a desfilar como que se quisesse chamar a atenção e, tenho cá comigo, não é realmente isso que quer!

Mas também vejo pés sofridos pelo desconforto de sapatos e sandálias altos e apertados, é como que fosse um empregado trabalhando sob fortes pressões, todos os dias tendo que suportar dores arrochos e tropeções subsequentes e mesmo assim manter o equilíbrio e a postura de quem está no controle do dia. Por certo Machado de Assis nesse retalho de uma de suas prozas diz que:
 
Botas... as botas apertadas são uma das maiores venturas da terra,
porque, fazendo doer os pés,
dão aza ao prazer de as descalçar. M. A

É! Talvez a noite que brilha sobre minha cabeça tenha razão. O pé me inspira! Depois de um dia puxado e mesmo doloridos quando retirado do calçado expressa uma boa medida de prazer.

Entretanto, e o pescoço? Esse sim vive com ou uma Diva, no seu pedestal, sempre em evidencia e aos cuidados de uma blusa em corte V é valorizado... com uma bela joia reflete sua graciosidade quando percebido que está sendo prestigiado coloca em evidencia as veias jugula a sambar e no ritmo frenético da batida do coração deixa se perceber que esta tremendamente feliz pelos olhos que o descreve minuciosamente.

Com delicadeza, o pescoço movimenta a cabeça como um sinal de reciprocidade para o espectador que tudo vê, como que num sinal de inquietação a dona desse pescoço passa as mãos para diminuir o excesso de suor que permeia por entre o cabelo e a blusa ficando assim ainda mais caloroso esse diálogo entre pés pescoço e olhos. A razão é recobrada nesse instante quem sabe horas dessas volto com esse assunto. Auspicioso isso é.


segunda-feira, 12 de outubro de 2015

A luva

Que mistérios esconde as luvas?
Escondera a luva segredos?
Será mãos sujas
Seria cicatrizes
Será mãos de delicadeza
Será a sutiliza de uma mão leve?
Ou uma mão embrutecida capaz de causar terror!
Seria talvez mãos de grandezas...
Luvas e moas seria elas parceiras, amantes?
Há de se pensar... diz a maestria do dia, a luva

Olhando para um cesto cheios de novelos de linhas de cores tipos e portes das mais diversas possível, e sobre a alça do cesto havia uma luva, sozinha como que esquecida ou talvez despareada como que observando as muitas mãos que naquele cesto metia para então as linhas apreciar. Minha mente foi longe e então começou a construir um cenário de luvas, novelos de linhas e agulhas, propôs a pensar na luva figurando o cotidiano do ser, juntamente com todos os seus petrechos.

Talvez porque logo de manhã quando levanto e olho me no espelho preciso de ações que encubra aparências do meu rosto que desvendaria parte de minha, de uma noite mal dormida. Talvez, então, dou início a uma rotina frívola de barbear aparar pelo, enfim, melhorar a aparência como se fosse a luva que é como um truque de magico, tirando o foco do que é real, daquilo que revelaria de fato o que tanto queremos esconder...

Há se a luva pudesse me esconder e como que num passe de mágica seria eu mais um personagem no meio de tanto passando desapercebido no cotidiano. Quem se importa com uma luva? No recinto, talvez uma ou duas damos e com muita raridade um cavalheiro no mais, é apenas uma luva. Mas se na mão tiver uma cicatriz uniforme, todos verão e comentaram dependendo da cicatriz ficaram espantados de uma mão retalhada e isso seria o prato do dia.

Não gostamos da imperfeição, creio eu que por conta de todos os dias olharmos no espelho e vermos a imperfeição em pessoa. A mão que é tímida e retraída por conta de suas muitas marcas vive a se esconder por baixo de uma falsa pele, vive nos bastidores do pegar, segurar e soltar. É como se estivesse nu no meio do salão. Talvez Shakespeare em seus delírios e dormências chegue à conclusão:

Durma-se que as malhas da luva emaranhados de cuidados
A morte da vida de cada dia, banho de trabalho dolorido
Bálsamo da mente ferida, o segundo curso da natureza é grande,
comando nutridor no banquete da vida.” W. S

Outrora sim, a mão precisa ser livre, a luva precisa da mão para se exibir, mostrar sua elegância, traz a finesa do tecido importado, os traços da tesoura do alfaiate que só faz sob encomenda, o valor nela contido sobre o pretexto de aglutinar as socialites. Quanto vale este par de a luva? Não sei ao certo mas arrisco a dizer o valor da mão.