Olho
no escuro e ninguém me vê
Olho
e não vejo ninguém
O
sol brilha em plena meia noite
O
sol da noite sinaliza que será longa a vigila
A
noite anuncia ao dia que é chegado sua hora
Brilha
radiantemente
Brilha
aos meus olhos que tudo vê
Sem
saber o que realmente vê ou quer ver...
Numa longa e frenética conversa com meu
amigo Coco, sobre os últimos acontecimentos daquele dia os fatos que nós
vivenciamos e, juntos sofremos as duras perdas de uma extensa luta que nos
renderam despojos de paz que rapidamente se foi com apenas meia dúzia de
palavras dita e desdita. Eu falo você fala eu interpreto e você interpreta e
chegamos as duras conclusões de que tudo está certo e, onde tudo está errado.
Sabem meu amigo qual a pior parte desse
discurso? Não é o sol do meio dia, o calor fustigante que como um capataz
coloca todos os que estão debaixo de sua chibata a se movimentar para evitar os
açoites... não! Difícil mesmo é a solidão da noite, são seus olhos que nunca
fecha e seu meneado desatento ao meio de nada. Que terrível é! Procuro por
entre as fresta da cortina onde vem uma restinga de luz e, então observo que
além de estar só, lá fora o sol da meia noite brilha.
Busco na sua
claridade vigor para enaltecer os olhos e pô-los a dormir, mas eles refutam,
rejeitam satiriza e tripudia do meu cansaço esforçando me ao máximo em ficar
acordado. O cérebro que por seus arquétipo tudo observa do seu camarinho vendo
pelas janelas dos olhos todo o burburido da noite os esfregar dos dedos nos
olhos a inconstância enzimáticas do organismo e uma sofrencia enlouquecedora
passando como um filme para ele.
Sim,
minha força está na solidão.
Não
tenho medo nem de chuvas tempestivas
nem
das grandes ventanias soltas,
pois
eu também sou o escuro da noite. C. L
Coco o que você faria numa situação desta?
Há sim me recordo agora... Coco é apenas uma personagem psíquica, devaneios de
uma mente angustiada pelo cansaço descaso da vida. Sobre o olhar do sol da meia
noite abraço-me a minha cama querida onde e percebo, onde estão seus braços
majestosos em forma de lençóis?
Acalenta-me o travesseiro e como que
embalado pelo som de uma valsa aquieta meu coração assombrado pavoroso com esse
sol interminável que insiste em atormentar as janelas de minha alma, meus
olhos. A lua ressurge afastando o sol e como que num toque magico de seu luar
terno e radiante consola meus olhos, traz me a merecida paz e encantado meus
olhos pesa e cai em um sono profundo, é como um burburido de cigarra num zunido
de alegria vai se adormecendo meu corpo e entregando se ao cuidados do
sono.

"[..]
ResponderExcluirSolidão.
A angústia da Cidade,
a impossível procura da Unidade,
o clamor
do silêncio interior,
mais pungente, estridente,
que os bárbaros ruídos
que ferem, dilaceram os nervos e os sentidos."
F.C