terça-feira, 13 de outubro de 2015

A noite que brilha

Sob o olhar da lua cheia
Tudo posso ver
Tudo posso crer
É lindo de vê
É perfeito seu rosto
Os traços exibido sobre a sobra do seu rosto
De frente uma menina
De perfil uma mulher
Seu andar perplexo
Seu quadris em movimento uma coisa rara de vê

O que mais me cativa em você são seus pés e seu pescoço. Não que as demais partes não me interessa ou não me chama a atenção, mas essas duas partes me diz quem você é. Se me permite o formosa mulher descreve-la a partir desses dois pontos de vista tão singelos por esse seu res e simples admirado, revelarei a ti minha perspicácia de um olhar cortante feito uma navalha nas mãos de um barbeiro.

Porque admirar os pés e o pescoço enquanto tantos outros babam pelas nadegas seios entre outras partes do corpo feminino? Hora por razoes simples. Primeiro que não sou todo mundo e minhas piscadelas não estão voltadas para o censo comum, diga se de passagem, meu amigo Coco me chama de leso beirando ao retardado, porque sempre estou em busca de algo que me leva a refletir ao invés de curtir, escavar ao invés de comprar ou já procurar pronto.

Talvez isso me faça bem, me leva a uma maturidade psicológica emocional, embora tenho meus surtos psicodélicos, tira me dá fraqueza e leva me a questionar duramente tudo que meus olhos veem a ponto de duvidar de mim próprio.

Pois bem, essa não e a razão pela qual descreve meus devaneios nessa tarde de domingo, é porque posso olhar atentamente para seus pés e pescoço. Como são formosos! Olho para seus pés e vejo leveza no andar, segurança e firmeza como pisa como que quem estivesse tomando decisões, mas também eles lhes traz elegância porque sobre um salto pontiagudo coloca a desfilar como que se quisesse chamar a atenção e, tenho cá comigo, não é realmente isso que quer!

Mas também vejo pés sofridos pelo desconforto de sapatos e sandálias altos e apertados, é como que fosse um empregado trabalhando sob fortes pressões, todos os dias tendo que suportar dores arrochos e tropeções subsequentes e mesmo assim manter o equilíbrio e a postura de quem está no controle do dia. Por certo Machado de Assis nesse retalho de uma de suas prozas diz que:
 
Botas... as botas apertadas são uma das maiores venturas da terra,
porque, fazendo doer os pés,
dão aza ao prazer de as descalçar. M. A

É! Talvez a noite que brilha sobre minha cabeça tenha razão. O pé me inspira! Depois de um dia puxado e mesmo doloridos quando retirado do calçado expressa uma boa medida de prazer.

Entretanto, e o pescoço? Esse sim vive com ou uma Diva, no seu pedestal, sempre em evidencia e aos cuidados de uma blusa em corte V é valorizado... com uma bela joia reflete sua graciosidade quando percebido que está sendo prestigiado coloca em evidencia as veias jugula a sambar e no ritmo frenético da batida do coração deixa se perceber que esta tremendamente feliz pelos olhos que o descreve minuciosamente.

Com delicadeza, o pescoço movimenta a cabeça como um sinal de reciprocidade para o espectador que tudo vê, como que num sinal de inquietação a dona desse pescoço passa as mãos para diminuir o excesso de suor que permeia por entre o cabelo e a blusa ficando assim ainda mais caloroso esse diálogo entre pés pescoço e olhos. A razão é recobrada nesse instante quem sabe horas dessas volto com esse assunto. Auspicioso isso é.


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