sábado, 10 de outubro de 2015

Sexo Frágil

Mulheres pelas ruas Avantes...
Indo, vindo
Aptas a qualquer momento
Para qualquer movimento
Mães
Mulheres
Fortes
Ousadas
Preparadas
Risos
Lágrimas
Comuns, no entanto
De salto alto no mundo
Que é uma bola
Gira
À vontade
De ser quem quiser ser
Vencer é pouco
Pra quem quer viver
Mulher forte mulher
Quem foi mesmo que disse que mulher é o sexo frágil?
Não convive de perto com uma. I. C. M

O maior desafio do mundo é satisfazer uma mulher. Seus sentimentos são refinados e ao mesmo tempo confuso a ponto de ser indecifráveis, são capazes de tudo e a não fazer nada. Nada não no que diz respeito a sua fragilidade que sempre é apontado, olhando para sim vendo apenas uma reles mulher, mas quando se apodera de sua capacidade múltipla de ações tornam se um exército de uma só mulher... é mãe esposa, é trabalhadora e feminina, é leoa e também adora ser paparicada receber flores de elogios e ser galanteada.

Há uma discussão um tanto quanto desastroso, diria, a respeito da criação do homem e da mulher. Em Gêneses diz que a mulher foi feita a partir das costelas do homem e ai vem às explicações; há um palestrante  que para agitar sua plateia ele fala que o homem estava em mais perfeita harmonia no Eden, e que, por conta disso Deus olhou para Adão e disse:

Adão não é mister que fiques assim, sem problemas vá dormir que vou arrumar um baita encrenca pra você; foi feito assim, segundo as mulheres, afirmam que o homem é o rascunho, mas segundo os homens, assim foi procedido por sabedoria divina à mulher sempre está a baixo, outras exemplificações é que o homem é a cabeça, mas a mulher é o pescoço, logo ela governa a cabeça porque elas dão direção. Vai intender!

Oculta.
Ferida alma do poeta,
Sangra por dentro onde ninguém se quer entendi,
Só este corpo que guarda a sete chaves,
Com sua dor e tristeza não se surpreende. A. S

Mas, o que me intriga é que as mulheres são como as rosas, tão simples também tão expressiva... tão frágil, mas facilmente sangra as mãos dos desatentos que sem noção alguma, apertão ou lançam suas mãos em seu caule e lá encontra seus espinhos... então percebemos que de frágil não tem nada a ver com seu físico (risos).

Mulheres são dignas de poesias, de romances, de contos mirabolantes, de músicas apaixonada... mulheres estão desde o princípio. São atrizes nos melhores e mais variados senários da vida, emprega valores traz equilíbrio e como também desequilibra a muitos, segundo alguns historiadores, quando protagonizada na figura de Cleópatra, mas isso é tema para uma outra hora. Entretanto, que seria deste mundo sem as mulheres? É, fica aqui uma boa pergunta. Melhor ainda nem ter resposta.


sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Cravo e a rosa

Beijar você e se deliciar do néctar
Beijar você e alimentar do próprio amor
Amar você é colocar tudo em cheque
Amar você é ter o coração rasgado por seus espinhos
Amar você é ser curado por seus cuidados
Sentir seu perfume
E nele se deleitar

Afirma a rosa ao cravo, “nunca mais chorarei por sua causa, e acrescenta por você e por mais ninguém”. Estarrecido com tal afirmação e seguridade dela, pos me a refletir do real valor de si mesmo para a rosa..., pergunto-lhe então, não valho nada pra você? Uma afirmação sem nenhum sentido a princípio gera uma pergunta de ofensa dando a entender que a rosa deveria sempre chorar de tristeza por ele, a saber foi assim sua contra resposta.

Não quero me ater aos possíveis desfecho desta proza antropofágica que, bem lá no veio dos sentimentos como que no garimpo Serra Pela, pessoas aqui figurada por coisas subindo e descendo levando e trazendo núcleo de dores e sentimento fica a inquietação o desdobramento de perguntas e resposta de colidirem em sim mesmo como dois carneiros medindo forças e demarcando território.

O amor e a felicidade não causam danos como a dor, pelo contrário, gera vida sem que percebamos sem a necessidade de cobrar pelo excesso de coisas boas geradas mas, passamos uma vida fazendo a pessoa feliz de todos os modos possível, mas naquele dia um erro... um único erro pode colocar tudo a perder, todo o esforço para superar a própria fragilidade, superar a si mesmo em suas deficiência é em vão. Alarmante é tal conclusão do amor e a felicidade e a dor.

Coco, meu leal escudeiro me levou a refletir numa celebre frase de grande pensador Sêneca que pontua com muita propriedade o sentimento de dor pela dor. Seria uma força motriz?

"Uma dor nova nasce da própria dor já existente."

Acredito que esses dois rixosos são amantes de outras temporadas como já dizia a cantiga, cantarolando:

O cravo brigou com a rosa
Debaixo de uma sacada
O cravo saiu ferido
E a rosa despedaçada.
O cravo ficou doente
E a rosa foi visitar
O cravo teve um desmaio
E a rosa pôs-se a chorar...


quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Mulheres

Mulher preciosa
Mulher radiante
Perante as estrelas
Seu brilho é constante.
A flor mais bela do dia
Por onde passa deixa seu frescor,
Suave e sensível
Que nos leva ao seu amor.
Aos cânticos de alegria
Sua voz vira magia.
Esplendor de virtudes
Que reflete em nossas vidas. F. O

Paradoxal o homem e a mulher. Homem visual mulher toque, homem razão mulher sentimento homem fogão a gás mulher fogão a lenha, homem de marte mulher de vênus... como pode haver tanta divergência nesses dois seres idealizado projetado e criado pelo mesmo engenheiro da vida?

Qual a razão que leva dois seres tão distintos e ao mesmo tempo da mesma centelha de espirito e com as mesma razoes de vida serem opostos um do outro? O universo alegrou-se com a criação do homem e da mulher, sorriu e se apaixonou a ponto dele mesmo criar contendas entre sim para que a vida em sua ternura se tornasse equivalentemente sátira e na sua lucidez nada viesse a combinar.

Os opostos se atraem diz a física, vive se uma tenuidade entre amor e ódio querem deixando de querer, no sexo são lascivos desejosos contente e descontente intrigados pelo sagrado e profano desejam no coração reproduzem na mente, mas não podem externalizar o pecado cometido na razão da consciência, mas deseja o escondido não os revela a ninguém.

Sexo selvagem morde bate cravam as unhas... enforcam-se e isso tudo é o campo do prazer contido no anonimato do desejo, rezo cá comigo e concorda meu brother Coco, nem sempre, diga se de passagem. Promiscuo deveras! Mas isso também é bom, faz parte do jogo da sedução para arrancar maior prazer e ter maior prazer... mas como cultivar tudo isso?

A mulher é algo não cultivável, e fera selvagem, indomável jaulas não as prendem nem cordas nem coleiras algemas... e flor rara, somente pode ser encontrada no mais alto das montanhas geladas onde se tem um mínimo de terra ar e sol e, lá somente lá como que o último suspiro de vida pode ser encontrada a dose necessária para voltar a viver, ela a mulher perfeita.

Mas a espécie homem macho e bruto e grosso, mas se torna uma moça nas mãos de uma mulher, essa que o levou ao extremo de sua condição física para ir no mais alto monte gelado e por entre as lapides finas e cortante de gele para então, lá encontrar sua medida de felicidade. Procura meios para cultivar seu achado, mesmo sem saber submete as mais duras e castigante sacrifício para então:

Queremos a mulher-flor,
delicada, sensível,
bonita, cheirosa,
rara e única,
mas não somos o adubo necessário
para o nosso querer. C. C


Canela define bem esse burburrido da alma máscula, do querer e na tentativa de fazer ter e se fazer adubo embora não consiga... morramos tentando, vale a pena.



quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Quem sou eu?

Difícil de saber
Pior ainda identificar
Não dá para viver sem
Não dá para se relacionar
Perto é um tormento
Longe é um vazio
Que ser é esse, que converte e inverte
Entre a face do ser a razão do existir?
Inanimado ou imanente talvez... vai saber! A vida sabe

O mito do vampiro talvez o que melhor se enquadra na realidade humana, o sol reflete quem de fato ele é, e a permanência na luz o queima porque na realidade ele nada é além de um facho de papel inflamado; e o seu coração... há o coração... esse sim frágil corruptível desejoso insondável e malévolo, de igual modo pode ser morto com uma simples estaca cravado bem nesse órgão, porque será? Mesmo homem não sendo nada suscetível ao sol, à estaca, em especial no coração, mesmo assim pode amar e sede as paixões.
                           
Afinal de conta o que é o homem? Será como camadas de cebolas? Não pelo cheiro é claro, embora às vezes não fica tão longe o odor, todavia também não quero desmerecer a cebolas que prazerosamente aguça o paladar de muitos a mesa quando amantes de seu sabor, mas porque a dificuldade de se apresentar com de fato é? Vive às escondidas cheio de máscaras e perucas maquiando o visível para que o que está em oculto não seja mostrado.

Eu... eu...  
nem eu mesmo sei, nesse momento... eu...
enfim, sei quem eu era,
quando me levantei hoje de manhã,
mas acho que já me transformei
várias vezes desde então. L. C

Neste domingo estávamos em um grupo debatendo um assunto de ordem religiosa, ora essa não passou disso mesmo “religiosa”, onde, ao final, teríamos que falar “quem eu sou”. Assombrosamente confesso tamanha exatidão do ser humana na perspicácia de sair pela tangente sem menos deixar marca claras de “quem eu sou” ou quem ali estava. Porque será? É de se pensar!


O homem é um bicho de ordem familiar entretanto arredio, vive em grupo mas gosta da moita, porque lá ninguém o conhece e ele pode ser quem ele quiser ser, de andar nu a um assassino, me recordo bem que meu avô por parte de pai me dizia... filho, o bicho homem é como um porquinho, ele se acostuma com tudo, deixo-o na lama e ele despoja do lamaçal, lave-o coloque em uma estiva alta do chão e ele adora, tire-o da estiva e ensina-o a morar dentro de casa e ele aprende... entretanto, nunca aprendera a ser gente, sua natureza e suína. O homem sempre precisara de mascaras capas e perucas...

Em Gêneses afirma este livro milenar em seus oceanos de conhecimento e vida, que o homem fora feito imagem e semelhança de si mesmo deste divindade. Ora, teria essa divindade defeitos ou míope a ponto de ver que a quem fora feito igual a si, não está nem de longe parecido? Ou essa criatura verdugo, esse ser celeste até então, vendo sua formosura, envaideceu-se em si mesmo não reconhecendo quem o criou? Pense comigo!

Quando eu me pergunto quem sou eu,
sou o que pergunta ou
o que não sabe a resposta? G. E

Este transeunte, nos dias de hoje, vive a mercê de sim mesmo, sem destino, sem morada e sem identidade. Não sabe falar de si mesmo porque não reconhece a sim próprio e nem a quem está ao seu derredor, é impossível descrever esse deletério homo sapiens. Coco afirma que, assim como descascar cebolas arde os olhos, e em revirar suas camadas não se encontra a não ser o centro, uma frágil e fina folha, fica então a descrição sem saber ao certo do que se trata, somente um bom tempero agregado a outros para tornar ainda mais saboroso ao que se come, menos ao que se trata, e o odor impregnado nas mãos sem contar com os olhos choroso em sinal de que vale a pena.