quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Quando olho

Quando olho eu vejo
Quando olho eu me apaixono
Quando olho eu vivo
Quando olho eu existo...
Existo dentro de mim
Existo dentro de ti
Existo para nós dois
Existo pelo simples prazer de existir... pra você é claro!

Lendo agora a tarde algo sobre o filme “O pequeno príncipe” encontrei uma frase de tamanha importância que me levou a refletir sobre meus atos, principalmente a qualidade do tempo gasto no cultivo, no preparo diário das necessidade com minha perfeita e rara rosa.

Me veio uma pergunta, quantas foram a pétalas que se deslocou do seu peito e discretamente se perderam na aridez da solidão? As que murchou e ficou ali cravada em sua alma carecendo ser retirada pra lhe trazer conforto, suspiro de paz! E as que foram impedidas de nascer... ou que nasceu deformada... quantas lutas quantas dores...

Um grito veio ao meu peito, um desespero ecoou por entre os muitos labirintos minha alma, estremeceu-se a terra do meu ego e a fria e gélida lapide do meu coração foi soterrada pelo desespero e a necessidade de ressurgir para novamente ser apenas o que sempre prometi ser, “alguém simples que muito ama alguém importante” com lagrimas nos olhos e como se fosse golpeado por uma lamina de navalha senti meu coração arder.  

Foi o tempo que dedicaste a tua rosa que a fez tão importante!"

Minhas mais profundas recordações emergiu a plana e fina lamina de minha alma de momentos tão precisos que ficaram no anonimato, no mais profundo esquecimento das coisas importante que deveriam ser sempre as primeiras a serem veladas.

Lembrei me dê sempre colocar bilhetes em seu porta prato, das frase neles escrito... foi como se minha memória estivesse revivendo aquele momento eterno do tempo passado que estava escondido na geleira mórbida da vida aos desfrutes esquecido de uma vida que no seu percurso tomou se novos rumos novos sabores novos sentidos...

Como se fosse badaladas de um sino no alto de uma igreja, senti as frases explodindo dentro do meu peito... “prometo nunca te abandonara! Diga que me amaras para sempre... que serei eu único (a) em sua ou sua vida... que quando um de nós morrer morremos juntos para gozar o amor na eternidade...”

É como se meus olhos subisse a no alto da montanha e lá... somente lá... pudesse vislumbrar a mais bela e rara rosa de cor azul... a única existente em toda a terra e lá, encontrar a medida de paz e consolo... encontrar se comigo mesmo e poder planejar refazer a caminhada e vivificar o espirito para novas possibilidades... do alto da montanha eu vejo tudo, é quando existo!


Mas sempre há tempo de colocar a mão na terra, corrigir a acidez que impede novas sementes de nascer, corrigido com lagrimas e amor o que o desleixo a vaidade a ignorância a estupidez... essas coisas que mata todo dia as mais profunda e vividas raízes. Estou sentado no chão e empunhado de uma pequena e poderosa ferreamente o amor para dar início ao preparo da terra.

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