Quando
olho eu vejo
Quando
olho eu me apaixono
Quando
olho eu vivo
Quando
olho eu existo...
Existo
dentro de mim
Existo
dentro de ti
Existo
para nós dois
Existo
pelo simples prazer de existir... pra você é claro!
Lendo
agora a tarde algo sobre o filme “O
pequeno príncipe” encontrei uma frase de tamanha importância que me levou a
refletir sobre meus atos, principalmente a qualidade do tempo gasto no cultivo,
no preparo diário das necessidade com minha perfeita e rara rosa.
Me veio
uma pergunta, quantas foram a pétalas que se deslocou do seu peito e
discretamente se perderam na aridez da solidão? As que murchou e ficou ali
cravada em sua alma carecendo ser retirada pra lhe trazer conforto, suspiro de
paz! E as que foram impedidas de nascer... ou que nasceu deformada... quantas
lutas quantas dores...
Um grito
veio ao meu peito, um desespero ecoou por entre os muitos labirintos minha
alma, estremeceu-se a terra do meu ego e a fria e gélida lapide do meu coração
foi soterrada pelo desespero e a necessidade de ressurgir para novamente ser
apenas o que sempre prometi ser, “alguém
simples que muito ama alguém importante” com lagrimas nos olhos e como se
fosse golpeado por uma lamina de navalha senti meu coração arder.
“Foi o
tempo que dedicaste a tua rosa que a fez tão importante!"
Minhas
mais profundas recordações emergiu a plana e fina lamina de minha alma de
momentos tão precisos que ficaram no anonimato, no mais profundo esquecimento
das coisas importante que deveriam ser sempre as primeiras a serem veladas.
Lembrei
me dê sempre colocar bilhetes em seu porta prato, das frase neles escrito...
foi como se minha memória estivesse revivendo aquele momento eterno do tempo
passado que estava escondido na geleira mórbida da vida aos desfrutes esquecido
de uma vida que no seu percurso tomou se novos rumos novos sabores novos
sentidos...
Como se
fosse badaladas de um sino no alto de uma igreja, senti as frases explodindo
dentro do meu peito... “prometo nunca te
abandonara! Diga que me amaras para sempre... que serei eu único (a) em sua ou
sua vida... que quando um de nós morrer morremos juntos para gozar o amor na
eternidade...”
É como se
meus olhos subisse a no alto da montanha e lá... somente lá... pudesse
vislumbrar a mais bela e rara rosa de cor azul... a única existente em toda a
terra e lá, encontrar a medida de paz e consolo... encontrar se comigo mesmo e
poder planejar refazer a caminhada e vivificar o espirito para novas
possibilidades... do alto da montanha eu vejo tudo, é quando existo!
Mas
sempre há tempo de colocar a mão na terra, corrigir a acidez que impede novas
sementes de nascer, corrigido com lagrimas e amor o que o desleixo a vaidade a
ignorância a estupidez... essas coisas que mata todo dia as mais profunda e
vividas raízes. Estou sentado no chão e empunhado de uma pequena e poderosa
ferreamente o amor para dar início ao preparo da terra.

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