Do que me
alimento!
Do que me
sustento!
Do que me
vale a vida!
Do que me
vale o prato de arroz...
Do que me
vale, comer beber dormir...
Se não
posso viver...
Se não
posso morrer
Se não
posso... enfim...
Tudo
posso nada podendo.
Hoje
acordei pensando nos reais valores da vida. Quanto vale viver? Quanto vale
morrer? Porque tudo que nasce morre, mas entre nascer e morrer tem o viver. Há
como é bom viver, viver a vida viver e desfrutar viver e frustrar-se sabendo
que também sou ferramenta de frustração, como uma faca afiada corto e
dilacero... deixo em frangalhos coração e alma.
Meus
Deus, abortados! Foram se sonhos foram se projetos foram se muitas coisas, mas
o que ainda tenho depois do luto da consciência da perda?
"Me perguntas por que compro arroz e
flores?
Compro arroz para viver e flores para ter algo
pelo que viver." Confúcio
Penso cá
comigo que devieras investir em jardinagem e cultivar flores, por duas razoes,
1ª teria maior proveito do meu tempo desfrutando das delicias da terra e a
inseparável companhia das flores sem qualifica-las e, 2ª as borboletas, com
elas aprenderia a voar com uma pluma plaina o vento e por fim beijar cada flor
como se estivesse com ela fazendo amor.
Chega de
devaneios, se não caio no conto do monge “não
sei se eu sou a borboleta ou a borboleta pensa que sou eu?” volto minha
lucidez, se assim posso afirmar, para a frase poética de Confúcio. O arroz me
sustenta fisicamente me coloca de pé, mas as flores... essa sim... são reais
motivos para viver. No meu pequeno canteiro da minha alma tenho uma rara, essa
sim, digo rara das flores que a alguns anos venho tentando em aperfeiçoando
para cultiva-la e mantê-la viva. Coisa difícil foi é e será, mas prazeroso
todos os dias.
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