terça-feira, 1 de setembro de 2015

Alimento

Do que me alimento!
Do que me sustento!
Do que me vale a vida!
Do que me vale o prato de arroz...
Do que me vale, comer beber dormir...
Se não posso viver...
Se não posso morrer
Se não posso... enfim...
Tudo posso nada podendo.

Hoje acordei pensando nos reais valores da vida. Quanto vale viver? Quanto vale morrer? Porque tudo que nasce morre, mas entre nascer e morrer tem o viver. Há como é bom viver, viver a vida viver e desfrutar viver e frustrar-se sabendo que também sou ferramenta de frustração, como uma faca afiada corto e dilacero... deixo em frangalhos coração e alma.

Num todo a vida é preciosa, a vida é uma dádiva... que quer eu da vida, o que a vida quer de mim? Pus me a pensar nesta importância da pergunta... refletindo sobre a brevidade da vida e as coisas que tem urgência para acontecer, as que já não posso mais planejar, por conta do prazo já vencido, e as que em algum momento da vida foram abortados...

Meus Deus, abortados! Foram se sonhos foram se projetos foram se muitas coisas, mas o que ainda tenho depois do luto da consciência da perda?

"Me perguntas por que compro arroz e flores?
Compro arroz para viver e flores para ter algo pelo que viver." Confúcio  

Penso cá comigo que devieras investir em jardinagem e cultivar flores, por duas razoes, 1ª teria maior proveito do meu tempo desfrutando das delicias da terra e a inseparável companhia das flores sem qualifica-las e, 2ª as borboletas, com elas aprenderia a voar com uma pluma plaina o vento e por fim beijar cada flor como se estivesse com ela fazendo amor.


Chega de devaneios, se não caio no conto do monge “não sei se eu sou a borboleta ou a borboleta pensa que sou eu?” volto minha lucidez, se assim posso afirmar, para a frase poética de Confúcio. O arroz me sustenta fisicamente me coloca de pé, mas as flores... essa sim... são reais motivos para viver. No meu pequeno canteiro da minha alma tenho uma rara, essa sim, digo rara das flores que a alguns anos venho tentando em aperfeiçoando para cultiva-la e mantê-la viva. Coisa difícil foi é e será, mas prazeroso todos os dias.   


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