sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Amo-te

Amo-te como quem ama a rosa
Me aproximo
Sinto teu perfume
Rego-te
Te admiro
Mas não te tomo para mim
Pois ao tomar-te para mim
Eu veria tua beleza dissipando-se diante de mim
Faço-me, portanto, beija-flor
E beijo-te apenas
Nunca te carrego comigo
- Levo-te apenas dentro de mim... Augusto Branco

Pensei cá comigo hoje de manhã em minha sala, como seria amar sem poder tocar, sem pode carregar? Na maioria das vezes tenho a necessidade de arrancar tudo que me encanta, mudar de lugar aquilo que amo... amo as flores no entanto, arranco... corto e mudo as de local para poder estar junto delas nem que for por um mínimo tempo a fim de fazer dela valor financeiro, controvérsia nem mesmo fazer dinheiro dela eu sei (risos), se assim não fosse não perderia meu “preciso” tempo.

Não tenho em mim a capacidade de apenas cultiva-la para que elas em si mesmo, sem a necessidade da vaidade e da grandeza abrupta humana de expô-las a nada, a não ser, todas as manhãs levantar bem cedo, olhar contemplar a beleza que somente a elas foram confiadas. Gentilmente tecer um diálogo informal e entre flores e perfume deliciar a vida, viver o precioso momento do tempo que agora sim, faz sentido real.


Faço-me, portanto, beija-flor
E beijo-te apenas
Nunca te carrego comigo
- Levo-te apenas dentro de mim...

Esses meus devaneios nada mais é como um comparativo da vida com as coisas que mais amo com valores inestimáveis que perdi e outras que estão por entre os dedos escorregando.

Olhar para as flores e sua fragilidade ver e encontrar nelas um universo... um jardim escondido que somente aos perdidos amantes é permitido achar a porta de entrada, porque esse local não é encontrado, só quando se estar perdido ela, a porta de entrada, se revela como achado.

Uma raridade onde moro. Um beija-flor! Então pude parar por um instante e olhar e observar sua reciprocidade com uma flor, a saber, sem valor algum em uma arvore desprezada no centro da cidade. Ele chegou de mansinho, reverenciou a flor pediu licença a arvore e gentilmente beijou a flor esquecida em algum lugar por entre seus galhos então me recordei deste verso acima citado e, repito essa parte;


Continua....

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