sábado, 5 de setembro de 2015

Murchar

Murcha se a flor
Murcha se a vida
Murcha se o amor
Se é belo quando tem vida
Se amo quando se pode amar
Se tem flor quando pode florir
Mas, ao final tudo murcha, seca e se acaba...
Permanece a lembrança como papel amarelado...
Embotado pelo tempo na vaga lembrança.

Pensei comigo esta madrugada como o amor pode murchar? Segue o mesmo padrão nascer crescer e morrer? Perder sua beleza e sucumbir no mar do esquecimento assim ficar somente como uma flor murcha, a recordação da beleza que tinha e, onde todos os olhares estava voltado pra ela, sua fragrância que era estonteante e embriagava a todos no recinto despertando a todos ao amor, mas somente um iria achar terra adequada para ela repousar e lançar suas raízes e ali construir sua morada... tornar-se um jardim refletir e dai extrair uma síntese...

Amor! Será esse o néctar dos deuses que os enlouquece a ponto de os grandes contos filosóficos descrever como um deus humilha se na condição humana para mendigar uma medida de sentimento do prazer inefável que somente aos homens foi dado? Como o grande Zeus deus o olimpo pode prazerosamente amar uma reis mortal? E, por conseguinte Posseidon, Afrodite Diana dentre tantos outros... É de se pensar no poder do amor.

Falei com meu brother Coco, acho que se recordam dele, meu amigo imaginário. Meu peito esta murchando porque o amor que tenho parece ser somente uma vaga lembrança do que já vivi um dia. Na realidade viver pode ser apenas um sentimento de existência podendo não existir. Mas, o amor esse sim é algo intrigante que amolece o coração humano, cria perspectiva abre caminho, mas ao mesmo tempo, ele enreda suas teias e quando nele caído, fico a mercê do nada ser força para revidar e, a única intenção é ir de encontro a essa força extraordinária.

Quero voltar a viver grandes emoções de um amor palpado pelo toque, pelos abraços as juras de amor e todas essas melancolias vivida nos braços de quem se ama. As juras que foram feitas “promete me nunca me abandonar? Viverei somente para ti. Nunca te abandonarei...” É... é assim a vida. Prefiro insistir no amor do que viver uma vida solitária e sem sentido, proferio sofrer de amor do que viver acorrentado pelo desgosto de não saber amar e não sentir mais o toque do amor...
Livros e flores
Teus olhos são meus livros.
Que livro há aí melhor,
Em que melhor se leia
A página do amor?
Flores me são teus lábios.
Onde há mais bela flor,
Em que melhor se beba
O bálsamo do amor? M.A


Há meu velho amigo Coco, só você mesmo para me aguentar a estas horas da madrugada com minhas querelas filosóficas sobre o amor e as flores. Voltemos ao assunto. No calor absoluto que faz nesta madrugada chego até pensar que é improvável se raciocinar com delicadeza e prudência, me veio um poema de Machado de Assis que agrega duas coisas da qual sou apaixonado, livros e flores, este último sob preção da necessidade poética.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Escreva que eu leio