segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Queria voar!

Queria voar pra bem longe
Queria voar pra bem perto
Queria voar com o voo de uma borboleta
Cintilante e de uma leveza como se fosse uma bailarina
Dança uma valsa
Dança um merengue
Dança a vida
Dança na alegria e na tristeza!
Porque em si a leveza

Bela combinação é jardim flores e borboletas. Não da pra separa-los não se pode ter um jardim sem que haja flores não se pode ter flores sem que tenha as borboletas... neste quesito borboletas e flores tem algo em comum... são cobiçadas procuradas e empalhadas para a satisfação própria e um prazer famigerado de matar e expor seus troféus.

Mas poderia ser diferente, não é mesmo?! E se floríssemos os campos em um grande jardim onde cultivássemos as mais belas raras flores não teríamos também as mais belas e raras borboletas? Não precisaria estar alfineta em um quadro de exposição onde muitos sem conhecimento algum expressariam um olhar embasbacado de que hooooo que perfeição, que raridade sem mesmo saber do que fala, ou ainda as mais linda e fragrantes flores ao invés de cortadas e gélidas em um recipiente fazendo um esforço extraordinário pra não morrer fita a embelezar e a perfumar o ambiente.  Pensando nisso veio me a mente:

“O segredo é não correr atrás das borboletas...
É cuidar do jardim para que elas venham até você.” Mario Quintana

Na construção teológica do mundo e das coisas, temos algo muito verossímeis a este verso de Quintana, cultivar ao invés de correr atrás! Aí está. Deveríamos ser apenas jardineiros e juntamente com as espécies aprender a evoluir sem a necessidade da destruição a síndrome de Caim, assassinar!

Discipar toda evidencia da beleza pondo-a em um vidro, impedindo de voar. Mas desenvolvemos o prazer pela morte e não pela vida, depredar e não edificar, desgostar e não gostar amar... diga se passagem as borboletas e as flores fazem muito bem.

Mas o que são flores e borboletas? Nada! São apenas objetos do meu desejo, cobiça do meu infortúnio dinheiro ou ainda prazer não contentado com apenas com que, ora se plantasse um jardim, poderia ter todas as espécies, as mais raras se possível ao alcance de minha mão e maravilhar com a graciosidade do mover de suas asas e embriagar-me com a doçura dos mais raros perfumes.


Devaneios de uma mente acostumado com as foligem das queimadas e gás carbono emitidos pelo milhares de carros a cortar a grande e pequena cidade... todo que afirmo é que nada sei sobre as flores e as borboletas mas fico encantado quando as vejo e as sinto...  

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