Uma pequena reflexão filosofica sobre os sentimentos e acontecimentos acontecidos ou que poderam acontecer no dia. Devanios possivelmente
terça-feira, 20 de outubro de 2015
segunda-feira, 19 de outubro de 2015
Recortes e retalhos
Recorte
do dia e da noite
Sobras
de um pensamento sem identificação
Retalho
de roupa já usado
Retalho
de tecido desperdiçado e aqueles...
Faz
se colchas
Faze
se cortinas
Faze
roupas
Faz
se historia
Faz
se bandeira
Faz
a vida de retalhos e recortes
Recortes
de fotos que retrata ou retratou a vida.
Lamuriosamente encontrei um desprezível
recorte de história, de fatos, de lembrança e dor e me perguntei qual a razão
de se fazer uso desses recortes retalhos? Inesperadamente meu amigo Coco
afirmou: porque você não se desfez de retalhos e recortes que são desnecessário
para o seu dia a dia, você acumulou esses retalhos para poder cheira-lo no seu
dia de alegria e amargar e envelhecer-se.
Cruel! Gritei dentro de mim indignado com
Coco. Como pode sendo você meu melhor amigo e fiel escudeiro emblemático nas
razoes e calculistas nos sentimentos e respostas, pode me dizer tal coisa? Sim,
posso e lhe digo mais nobre e amigo celebre das razoes e diretor, criador do
seu próprio destino e história, você não está aquém desta realidade vive a
esconder coisas dolorosas das quais somente eu sei o que é. Conheço seus
quereres e suas paixões acrescentou abusadamente.
Há uma vida lá fora da qual você dela
apenas uma parte pode experimentar. Me é lembrado que viver é um eterno
rasgar-se e remendar-se para que de retalho em retalho nós nos tomamos inteiros
como um tecido novo, porque a vida é feito de acerto e erros e, erro no falar e
quando deixo de falar, erro quando faço e deixo de fazer... me lembro de uma
outra proza de um devaneio passado “contraditório
outra vez” não?!
De
olhos fechados.
Sim
estou.
O
que você vê?
Nada.
Essa
é minha vida sem você. Retalhos
Foi apenas um devaneio de novo. Os olhos
começaram a suar... e afogando em lagrimas sem ao menos poder respirar como que,
num ato de suicídio assistido, fiquei inerte a realidade vivida sem força para
reagir e ao mesmo tempo deliciando me daquela angustia que como um céu de
bronze se fez sobre minha cabeça.
Por um toque súbito da realidade contida
no mundo real voltei a viver as durezas do mundo adulto, onde se faz necessário
pegar os retalhos para construir ou reconstruir a vida na sua caminhada.
De pontos em pontos pedaços a pedaços de
muitos vai e vem dos braços num movimento bailarino sentado na cadeira de
descaço é necessário colocar em pratica o ócio do oficio... construir a vida.
Que coisa não!
sábado, 17 de outubro de 2015
Sob o olhar
Eu
vi você chorar
Senti
seu coração pulsar
Eu
vi você triste
Com
olhares fixo no universo do nada
Em
busca do que realmente valesse a pena
Vi
você chorar
Quando
o sol da meio noite brilhou
Quando
o raiar do dia surgiu no horizonte da aurora
Chorou
quando olhou pra mim
Chorou
quando as únicas palavras podia ser expressa em lagrimas
Então
chorou!
Sentimentos brotam também das lagrimas,
lagrimas pode significar tantas coisas, dentre elas, a paixão que vai morrendo.
É como se fosse o findar de um dia e no romper de uma nova noite houvesse um
único folego de vida e ela se expressasse em lagrimas um profundo sentimento do
qual palavras cortejos e lamento não poderia descrever o sentimento que pulsa
no peito já fragilizado pela angustia e o desespero da falta da visão e a
língua já se pega no céu da boca. Sente se assim os sentimento:
porque
são o destilado da dor;
são
o mais encarecido dos louvores,
porque
são o preço da estimação;
são
o mais efetivo da consolação,
porque
são o alívio da natureza. A. V
Como descrever as lagrimas com tanta
propriedade? Ela expressa alegria felicidade dor perda amor ódio... lagrima
alivia os olhos profundamente embebidos de tristeza, reflete a natureza de uma
alma ferida, ou um ser em êxtase em busca de sensações e prazer, mesmo que
momentâneos.
As lágrimas não pedem, mas merecem perdão.
Elas também faz apontamento para novas possibilidades abre campos para o
diálogo e aprofunda relacionamentos traídos pela solidão do esquecimento, onde,
éramos ou fomos lentamente substituídos por valores atos e palavras, ficamos à
deriva das necessidades sem-terra pra pisar sem bússola para guiar sem razão
para continuar.
Então, as lagrimas brotam nos olhos para
nos lembrar que ainda podemos sentir, podemos amar, podemos viver uma vida, uma
única vida, a saber essa que temos. A lagrima humaniza os sentimentos que por
sua vez torna se tão racional frio e calculista, fazendo assim, uma trilha
encoberta pelo distanciamento e, sem dar se conta, estamos longe demais para
poder voltar, longe demais para poder tentar, longe demais para poder sonhar e
quem sabe até mesmo para continuar. Gosto de pensar que enxugar uma só lágrima
merece mais honesta fama, do que verter mares de sangue.
sexta-feira, 16 de outubro de 2015
Sol da meia noite
Olho
no escuro e ninguém me vê
Olho
e não vejo ninguém
O
sol brilha em plena meia noite
O
sol da noite sinaliza que será longa a vigila
A
noite anuncia ao dia que é chegado sua hora
Brilha
radiantemente
Brilha
aos meus olhos que tudo vê
Sem
saber o que realmente vê ou quer ver...
Numa longa e frenética conversa com meu
amigo Coco, sobre os últimos acontecimentos daquele dia os fatos que nós
vivenciamos e, juntos sofremos as duras perdas de uma extensa luta que nos
renderam despojos de paz que rapidamente se foi com apenas meia dúzia de
palavras dita e desdita. Eu falo você fala eu interpreto e você interpreta e
chegamos as duras conclusões de que tudo está certo e, onde tudo está errado.
Sabem meu amigo qual a pior parte desse
discurso? Não é o sol do meio dia, o calor fustigante que como um capataz
coloca todos os que estão debaixo de sua chibata a se movimentar para evitar os
açoites... não! Difícil mesmo é a solidão da noite, são seus olhos que nunca
fecha e seu meneado desatento ao meio de nada. Que terrível é! Procuro por
entre as fresta da cortina onde vem uma restinga de luz e, então observo que
além de estar só, lá fora o sol da meia noite brilha.
Busco na sua
claridade vigor para enaltecer os olhos e pô-los a dormir, mas eles refutam,
rejeitam satiriza e tripudia do meu cansaço esforçando me ao máximo em ficar
acordado. O cérebro que por seus arquétipo tudo observa do seu camarinho vendo
pelas janelas dos olhos todo o burburido da noite os esfregar dos dedos nos
olhos a inconstância enzimáticas do organismo e uma sofrencia enlouquecedora
passando como um filme para ele.
Sim,
minha força está na solidão.
Não
tenho medo nem de chuvas tempestivas
nem
das grandes ventanias soltas,
pois
eu também sou o escuro da noite. C. L
Coco o que você faria numa situação desta?
Há sim me recordo agora... Coco é apenas uma personagem psíquica, devaneios de
uma mente angustiada pelo cansaço descaso da vida. Sobre o olhar do sol da meia
noite abraço-me a minha cama querida onde e percebo, onde estão seus braços
majestosos em forma de lençóis?
Acalenta-me o travesseiro e como que
embalado pelo som de uma valsa aquieta meu coração assombrado pavoroso com esse
sol interminável que insiste em atormentar as janelas de minha alma, meus
olhos. A lua ressurge afastando o sol e como que num toque magico de seu luar
terno e radiante consola meus olhos, traz me a merecida paz e encantado meus
olhos pesa e cai em um sono profundo, é como um burburido de cigarra num zunido
de alegria vai se adormecendo meu corpo e entregando se ao cuidados do
sono.
quinta-feira, 15 de outubro de 2015
Predadores
Nos
entre olhamos
Como
dois grandes predadores
Nos
medimos com olhares vorazes
Com
olhares pálidos
Com
olhares de carência
Nos
olhamos com saudades
Nos
vemos em distancia
Medindo
os sentimentos
Das
dores e perdas
Das
marcas boas e ruins
Dos
choros e alegrias...
Há
alegria, esta sim está em falta...
Nas pontas dos dedos parece pulsar o
coração quando dá se vida aos sentimentos que ressurge poesias e com a pretensa
desculpa da licença poética damos vida em parte daquilo que é o nosso dia a
dia. Falávamos eu e Caco; como é ruim a dor da distância quando se está a
poucos centímetros de distância, ao alcance da mão, do afago dos braços de quem
se amam?
O sangue corre por entre as veias vindo
numa velocidade vertiginosa dos pés à cabeça, o coração parece que vai
explodir, quando como que capturado por um sentimento de grandeza pausadamente
dá seus compassos como quem rege uma orquestra. Fascinante!
“Sou
o melhor predador do mundo, não sou?
Tudo
em mim convida você…
Minha
voz, meu rosto, até meu cheiro.
Como
se eu precisasse disso!” E. C.
Que maestria tem esse nobre órgão vital!
Por sua vez o carrasco e felino cérebro é apaziguado por essas melodias, por
essas vazes que ecoa por entre os sentimentos de nobreza sentimentos frágeis
que por um tris, um simples relance do olhar fosco enaltecido ou mesmo desigual
pode trazer uma tremenda reviravolta e as enzimas trabalham aceleradamente para
produzir químicas ao corpo que corresponde as suas expectativas; prazer raiva
ódio carência amor paixão desejo...
Enfim... abrindo se os grilhões da mente e
agora enlouquecida trama suas maluquices em busca de fatos reais respostas
satisfatórias e libera o santo inquisidores para a executaçao de tal tarefa, o
corpo.
Campo de batalha estabelecido entre os
dois grandes predadores que por hora se confunde; como num súbito
ataque mostra se voraz, de repente na defesa fragilidade carência mostrando os
dois lados da moeda, da personalidade, dos enredos tramados pelo cotidiano da
vida. Compadecido da licença poética vejamos os dois mostro gênios... lembra-me
da estátua que Daniel viu em sua visão: ouro, bronze, ferro e barro.
Elementos que não podem subsistir a ataque
e nem tão pouco condições de defesa. Fato é que sua ruina, não obstante da
visão veio a se cumprir. Mas, em algum lugar talvez no cantinho esquerdo da
retina dos olhos grandes e castanhos, sob a sobra de seus longos cílios, afirma
Coco meu amigo, que ele vê compaixão, entende que os dois gigantes querem na
realidade se amar, viver uma vida de encontros e novidades, pergunto então ao
auspicioso e pederneiro Coco, como isso é possível?
Nos termos de rendição afirma sabiamente
Coco. Os dois predadores precisão se tornar ovelhas, largarem as coisas que
fere deixa marcas profunda das quais nunca poderão se livrar, tanto as que
carregam seus corpos como o sentimento do impacto das unhas dilacerante
cortando o outro, é preciso aprender a viver com isso e nas almofadas e sedosas
lãs das ovelhas encontrarem uma medida de paz todos os dias. Há um sol à meia
noite que tanto traz calor como frio, mas também uma luz de penumbra produzindo
ninho de amor.
quarta-feira, 14 de outubro de 2015
Caminho
O
caminho sempre leva onde eu quero
O
caminho pode ser traiçoeiro:
Apresenta
várias opções
Mostra
o óbvio da duvida
Desperta
curiosidade
Leva
a todos os lugares
E
leva a lugar nenhum,
Claro,
aos que não sabem para onde quer ir
Todo
e qualquer lugar e bom
Mas
numa dessas encruzilhadas,
na
dúvida tudo pode ruir.
Quando tenho dúvida é quando não sei ao
certo para onde quer ir. Hoje em uma parta de BR-364 sentido Cuiabá, tinha um
motorista que por duas vezes tutibriou se na escolha do caminho a seguir que
estava a sua direita, deu seta por duas vezes e fez menção de entrar por duas
vezes, quando percebeu que se entrasse nesse caminho já perdido o tempo da
entrada, iria colidir seu carro numa vala pluvial ou provocar um engavetamento
de carros.
Logo pensei cá comigo, como nossas duvidas
pode não somente causar perda para nós mesmo como para quem está ao nosso
derredor. Para onde eu vou afinal? Que caminho devo eu tomar? Todos os dias sou
forçado ou faço no automático escolhas de caminhos para onde ir. Hilário não!
Não deveria o caminho ser seguro e nos levar a um local seguro? Deveras fosse!
Caminhos e estradas não se preocupam com as minhas escolhas, só sabe que pode
levar você onde quer que queira.
Mas, e quando não se sabe onde é, onde
quer chegar, e muito menos ainda qual caminho pegar para chegar lá? Meu amigo
Coco afirma que o flagelo das escolhas está no sentimento de culpa depositado
no subconsciente, e a necessidade de escolher sem sentir a culpa da escolha,
logo me pôs a pensar... é preciso parar! Isso, claro! Quando penso e reflito
entendo o propósito da estrada posta a minha frente, sei muito bem que caminho
pegar, mesmo que ele ofereça obstáculos sei, ou pelo menos, penso saber como
desviar-me deles.
Credo! Mas quem danificou tanto assim esta
estrada indagou Coco meu inseparável escudeiro? Fiquei surpreendido pela
ingenuidade do meu amigo Coco. E disse lhe estradas são campos de batalhas os
buracos nelas contidos são as feridas exposta a olho nu para que quem tenha a
sensibilidade possa discernir que são locais doloridos de uma vida frustrada
amarga e também de vitorias e conquistas... são as marcas de uma vida toda como
se fosse os troféus de um grande rei ao mostrar aos seus súditos ao retornar da
guerra dizendo mostro-lhes uma estrada danificada mas também trago dela
delicias da vida para que todos aprendam que é possível superar e reconstruir.
Nada se perde no caminho, tudo é lição.
As margens do caminho encontro homens e
mulheres abandonados, feridos encontro e faço amigos e inimigos. No caminho
faço e refaço minha vida e trajetória, no caminho vivo e encontra razoes para
viver, no caminho faço uma pausa para refazer as energias e sob a frondosa
figueira também cheia de cicatrizes declarações poética de um soldado ali
ferido e enterrado, declarações e um amor não vivido que jamais ela ou ele
saberá da sua existência, ali descanso.
Há
um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do
nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos
levam sempre aos mesmos lugares.
É o tempo da travessia: e, se não ousarmos
fazê-la,
teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos. F. T. A
Pobre figueira, nunca se preocupou com
suas próprias dores e cicatrizes que outros lhes fizeram e nunca dali saiu se
quer centímetros para buscar consolo, mas viu todos os que por ali passou
descansar sob seus ramos ouvir suas muitas vozes dores gemidos lastimas e
últimos suspiros de vida e logo veio a falecer. No máximo os que ali se
sucumbiram serviram de adubo para as suas raízes já cansada e fustigada pela
terra seca e encalorada.
Talvez aquela tiradinha... “tudo passa, menos cobrado e o motorista do
ônibus” venha ser a realidade deste caminho e da velha figueira... para a
velha figueira ainda há descanso um dia, afinal ela não é eterna e, os caminhos
e estradas continuará depois de séculos no mesmo lugar.
terça-feira, 13 de outubro de 2015
A noite que brilha
Sob
o olhar da lua cheia
Tudo
posso ver
Tudo
posso crer
É
lindo de vê
É
perfeito seu rosto
Os
traços exibido sobre a sobra do seu rosto
De
frente uma menina
De
perfil uma mulher
Seu
andar perplexo
Seu
quadris em movimento uma coisa rara de vê
O que mais me cativa em você são seus
pés e seu pescoço. Não que as demais partes não me interessa ou não me chama a
atenção, mas essas duas partes me diz quem você é. Se me permite o formosa
mulher descreve-la a partir desses dois pontos de vista tão singelos por esse
seu res e simples admirado, revelarei a ti minha perspicácia de um olhar
cortante feito uma navalha nas mãos de um barbeiro.
Porque admirar os pés e o pescoço
enquanto tantos outros babam pelas nadegas seios entre outras partes do corpo
feminino? Hora por razoes simples. Primeiro que não sou todo mundo e minhas
piscadelas não estão voltadas para o censo comum, diga se de passagem, meu
amigo Coco me chama de leso beirando ao retardado, porque sempre estou em busca
de algo que me leva a refletir ao invés de curtir, escavar ao invés de comprar
ou já procurar pronto.
Talvez isso me faça bem, me leva a uma
maturidade psicológica emocional, embora tenho meus surtos psicodélicos, tira
me dá fraqueza e leva me a questionar duramente tudo que meus olhos veem a
ponto de duvidar de mim próprio.
Pois bem, essa
não e a razão pela qual descreve meus devaneios nessa tarde de domingo, é
porque posso olhar atentamente para seus pés e pescoço. Como são formosos! Olho
para seus pés e vejo leveza no andar, segurança e firmeza como pisa como que
quem estivesse tomando decisões, mas também eles lhes traz elegância porque
sobre um salto pontiagudo coloca a desfilar como que se quisesse chamar a
atenção e, tenho cá comigo, não é realmente isso que quer!
Mas também vejo pés sofridos pelo
desconforto de sapatos e sandálias altos e apertados, é como que fosse um
empregado trabalhando sob fortes pressões, todos os dias tendo que suportar
dores arrochos e tropeções subsequentes e mesmo assim manter o equilíbrio e a
postura de quem está no controle do dia. Por certo Machado de Assis nesse
retalho de uma de suas prozas diz que:
Botas... as
botas apertadas são uma das maiores venturas da terra,
porque, fazendo
doer os pés,
dão aza ao
prazer de as descalçar. M. A
É! Talvez a noite que brilha sobre minha
cabeça tenha razão. O pé me inspira! Depois de um dia puxado e mesmo doloridos
quando retirado do calçado expressa uma boa medida de prazer.
Entretanto, e o pescoço? Esse sim vive
com ou uma Diva, no seu pedestal, sempre em evidencia e aos cuidados de uma
blusa em corte V é valorizado... com uma bela joia reflete sua graciosidade
quando percebido que está sendo prestigiado coloca em evidencia as veias jugula
a sambar e no ritmo frenético da batida do coração deixa se perceber que esta
tremendamente feliz pelos olhos que o descreve minuciosamente.
Com delicadeza, o pescoço movimenta a
cabeça como um sinal de reciprocidade para o espectador que tudo vê, como que
num sinal de inquietação a dona desse pescoço passa as mãos para diminuir o
excesso de suor que permeia por entre o cabelo e a blusa ficando assim ainda
mais caloroso esse diálogo entre pés pescoço e olhos. A razão é recobrada nesse
instante quem sabe horas dessas volto com esse assunto. Auspicioso isso é.
segunda-feira, 12 de outubro de 2015
A luva
Que
mistérios esconde as luvas?
Escondera
a luva segredos?
Será
mãos sujas
Seria
cicatrizes
Será
mãos de delicadeza
Será
a sutiliza de uma mão leve?
Ou
uma mão embrutecida capaz de causar terror!
Seria
talvez mãos de grandezas...
Luvas
e moas seria elas parceiras, amantes?
Há
de se pensar... diz a maestria do dia, a luva
Olhando para um cesto cheios de novelos de
linhas de cores tipos e portes das mais diversas possível, e sobre a alça do
cesto havia uma luva, sozinha como que esquecida ou talvez despareada como que
observando as muitas mãos que naquele cesto metia para então as linhas
apreciar. Minha mente foi longe e então começou a construir um cenário de
luvas, novelos de linhas e agulhas, propôs a pensar na luva figurando o
cotidiano do ser, juntamente com todos os seus petrechos.
Talvez porque logo de manhã quando levanto
e olho me no espelho preciso de ações que encubra aparências do meu rosto que
desvendaria parte de minha, de uma noite mal dormida. Talvez, então, dou início
a uma rotina frívola de barbear aparar pelo, enfim, melhorar a aparência como
se fosse a luva que é como um truque de magico, tirando o foco do que é real,
daquilo que revelaria de fato o que tanto queremos esconder...
Há se a luva pudesse me esconder e como
que num passe de mágica seria eu mais um personagem no meio de tanto passando
desapercebido no cotidiano. Quem se importa com uma luva? No recinto, talvez
uma ou duas damos e com muita raridade um cavalheiro no mais, é apenas uma
luva. Mas se na mão tiver uma cicatriz uniforme, todos verão e comentaram
dependendo da cicatriz ficaram espantados de uma mão retalhada e isso seria o
prato do dia.
Não gostamos da imperfeição, creio eu que
por conta de todos os dias olharmos no espelho e vermos a imperfeição em pessoa.
A mão que é tímida e retraída por conta de suas muitas marcas vive a se
esconder por baixo de uma falsa pele, vive nos bastidores do pegar, segurar e
soltar. É como se estivesse nu no meio do salão. Talvez Shakespeare em seus
delírios e dormências chegue à conclusão:
“Durma-se que as malhas da luva emaranhados
de cuidados
A
morte da vida de cada dia, banho de trabalho dolorido
Bálsamo
da mente ferida, o segundo curso da natureza é grande,
comando
nutridor no banquete da vida.” W. S
Outrora sim, a mão precisa ser livre, a
luva precisa da mão para se exibir, mostrar sua elegância, traz a finesa do
tecido importado, os traços da tesoura do alfaiate que só faz sob encomenda, o
valor nela contido sobre o pretexto de aglutinar as socialites. Quanto vale
este par de a luva? Não sei ao certo mas arrisco a dizer o valor da mão.
sábado, 10 de outubro de 2015
Sexo Frágil
Mulheres pelas ruas Avantes...
Indo, vindo
Aptas a qualquer momento
Para qualquer movimento
Mães
Mulheres
Fortes
Ousadas
Preparadas
Risos
Lágrimas
Comuns, no entanto
De salto alto no mundo
Que é uma bola
Gira
À vontade
De ser quem quiser ser
Vencer é pouco
Pra quem quer viver
Mulher forte mulher
Quem foi mesmo que disse que mulher é o sexo frágil?
Não convive de perto com uma. I. C. M
O maior desafio do
mundo é satisfazer uma mulher. Seus sentimentos são refinados e ao mesmo tempo
confuso a ponto de ser indecifráveis, são capazes de tudo e a não fazer nada.
Nada não no que diz respeito a sua fragilidade que sempre é apontado, olhando
para sim vendo apenas uma reles mulher, mas quando se apodera de sua capacidade
múltipla de ações tornam se um exército de uma só mulher... é mãe esposa, é
trabalhadora e feminina, é leoa e também adora ser paparicada receber flores de
elogios e ser galanteada.
Há uma discussão um
tanto quanto desastroso, diria, a respeito da criação do homem e da mulher. Em
Gêneses diz que a mulher foi feita a partir das costelas do homem e ai vem às
explicações; há um palestrante que para agitar sua plateia ele fala que o homem
estava em mais perfeita harmonia no Eden, e que, por conta disso Deus olhou
para Adão e disse:
Adão
não é mister que fiques assim, sem problemas vá dormir que vou arrumar um baita
encrenca pra você; foi feito assim, segundo as mulheres, afirmam que o homem é
o rascunho, mas segundo os homens, assim foi procedido por sabedoria divina à
mulher sempre está a baixo, outras exemplificações é que o homem é a cabeça,
mas a mulher é o pescoço, logo ela governa a cabeça porque elas dão direção.
Vai intender!
Ferida alma do poeta,
Sangra por dentro onde ninguém se quer entendi,
Só este corpo que guarda a sete chaves,
Com sua dor e tristeza não se surpreende. A. S
Mas, o que me intriga é
que as mulheres são como as rosas, tão simples também tão expressiva... tão
frágil, mas facilmente sangra as mãos dos desatentos que sem noção alguma,
apertão ou lançam suas mãos em seu caule e lá encontra seus espinhos... então
percebemos que de frágil não tem nada a ver com seu físico (risos).
Mulheres são dignas de
poesias, de romances, de contos mirabolantes, de músicas apaixonada... mulheres
estão desde o princípio. São atrizes nos melhores e mais variados senários da
vida, emprega valores traz equilíbrio e como também desequilibra a muitos, segundo alguns historiadores, quando protagonizada na figura de Cleópatra, mas
isso é tema para uma outra hora. Entretanto, que seria deste mundo sem as mulheres?
É, fica aqui uma boa pergunta. Melhor ainda nem ter resposta.
sexta-feira, 9 de outubro de 2015
Cravo e a rosa
Beijar você e se deliciar do néctar
Beijar você e alimentar do próprio amor
Amar você é colocar tudo em cheque
Amar você é ter o coração rasgado por seus espinhos
Amar você é ser curado por seus cuidados
Sentir seu perfume
E nele se deleitar
Afirma a rosa ao cravo,
“nunca mais chorarei por sua causa, e acrescenta por você e por mais ninguém”.
Estarrecido com tal afirmação e seguridade dela, pos me a refletir do real
valor de si mesmo para a rosa..., pergunto-lhe então, não valho nada pra você?
Uma afirmação sem nenhum sentido a princípio gera uma pergunta de ofensa dando
a entender que a rosa deveria sempre chorar de tristeza por ele, a saber foi assim
sua contra resposta.
Não quero me ater aos
possíveis desfecho desta proza antropofágica que, bem lá no veio dos sentimentos
como que no garimpo Serra Pela, pessoas aqui figurada por coisas subindo e
descendo levando e trazendo núcleo de dores e sentimento fica a inquietação o
desdobramento de perguntas e resposta de colidirem em sim mesmo como dois
carneiros medindo forças e demarcando território.
O
amor e a felicidade não causam danos como a dor, pelo contrário, gera vida sem
que percebamos sem a necessidade de cobrar pelo excesso de coisas boas geradas
mas, passamos uma vida fazendo a pessoa feliz de todos os modos possível, mas
naquele dia um erro... um único erro pode colocar tudo a perder, todo o esforço
para superar a própria fragilidade, superar a si mesmo em suas deficiência é em
vão. Alarmante é tal conclusão do amor e a felicidade e a dor.
Coco, meu leal escudeiro me
levou a refletir numa celebre frase de grande pensador Sêneca que pontua com
muita propriedade o sentimento de dor pela dor. Seria uma força motriz?
"Uma dor nova nasce da própria dor já existente."
Acredito que esses dois
rixosos são amantes de outras temporadas como já dizia a cantiga, cantarolando:
O cravo brigou com a
rosa
Debaixo de uma sacada
O cravo saiu ferido
E a rosa despedaçada.
O cravo ficou doente
E a rosa foi visitar
O cravo teve um desmaio
E a rosa pôs-se a
chorar...
quinta-feira, 8 de outubro de 2015
Mulheres
Mulher preciosa
Mulher radiante
Perante as estrelas
Seu brilho é constante.
A flor mais bela do dia
Por onde passa deixa seu frescor,
Suave e sensível
Que nos leva ao seu amor.
Aos cânticos de alegria
Sua voz vira magia.
Esplendor de virtudes
Que reflete em nossas vidas. F. O
Paradoxal o homem e a
mulher. Homem visual mulher toque, homem razão mulher sentimento homem fogão a
gás mulher fogão a lenha, homem de marte mulher de vênus... como pode haver
tanta divergência nesses dois seres idealizado projetado e criado pelo mesmo engenheiro
da vida?
Qual a razão que leva
dois seres tão distintos e ao mesmo tempo da mesma centelha de espirito e com
as mesma razoes de vida serem opostos um do outro? O universo alegrou-se com a
criação do homem e da mulher, sorriu e se apaixonou a ponto dele mesmo criar
contendas entre sim para que a vida em sua ternura se tornasse equivalentemente
sátira e na sua lucidez nada viesse a combinar.
Os opostos se atraem diz
a física, vive se uma tenuidade entre amor e ódio querem deixando de querer, no
sexo são lascivos desejosos contente e descontente intrigados pelo sagrado e
profano desejam no coração reproduzem na mente, mas não podem externalizar o
pecado cometido na razão da consciência, mas deseja o escondido não os revela a
ninguém.
Sexo selvagem morde bate
cravam as unhas... enforcam-se e isso tudo é o campo do prazer contido no
anonimato do desejo, rezo cá comigo e concorda meu brother Coco, nem sempre,
diga se de passagem. Promiscuo deveras! Mas isso também é bom, faz parte do
jogo da sedução para arrancar maior prazer e ter maior prazer... mas como
cultivar tudo isso?
Mas a espécie homem macho
e bruto e grosso, mas se torna uma moça nas mãos de uma mulher, essa que o
levou ao extremo de sua condição física para ir no mais alto monte gelado e por
entre as lapides finas e cortante de gele para então, lá encontrar sua medida
de felicidade. Procura meios para
cultivar seu achado, mesmo sem saber submete as mais duras e castigante
sacrifício para então:
Queremos a mulher-flor,
delicada, sensível,
bonita, cheirosa,
rara e única,
mas não somos o adubo necessário
para o nosso querer. C. C
Canela define bem esse
burburrido da alma máscula, do querer e na tentativa de fazer ter e se fazer
adubo embora não consiga... morramos tentando, vale a pena.
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