terça-feira, 6 de outubro de 2015

Saudades

Olho para o longínquo da estrada,
Até onde meus olhos pode alcançar
Bate aquela saudade....
Do amor que vivo a esperar
Um dia nos perdemos numa dessas encruzilhada
E meus olhos não quer sair da lá
Na esperança de um dia poder te reencontrar.
O lamurio dá saudades me faz eu recobrar...
Saudades...

Já faz um tempo que me ausentei deste hábito solene do escrever, espelhar minha alma em forma de letras e palavras que vão se compondo um corpo visível de uma existência não tida e jamais vista. Saudades foi o sentimento deste dia... algo que me fez falta, sem ao menos, saber o que de fato sentir, mas a vida e cheio de idas e vindas, parecendo uma rodoviária que translada imagens, pensamentos sentimentos... sem contar com aqueles que sempre quer ou até mesmo embarca de forma clandestina procurando desesperadamente fugir de onde está para um lugar supostamente seguro ou onde ninguém o conhece. Mas, onde?

Meu amigo Coco jura que tenho uma paixão crônica, platônica e desfigurada, pelo menos em sua perspectiva, hora, absurdo! Entretanto me peguei a uma pequena reflexão de um autor desconhecido que diz:

A alegria de saber que você existe
faz-me forte para suportar a tristeza
de sua ausência.
Eu amo você! Desconhecido

Faz sentido tal afirmação tendo em vista duas palavras; tristeza e alegria. Logo penso, como pode duas palavras em suposta desarmonia fluir tão bem propositalmente a euforia do mesmo prazer? Amo porque sinto ou sinto porque amo?! Vejamos, quando fixo meus olhos para o fim da estrada o que estou à procura ou a espera? Seria ela a existência de um amor ou a manifestação da sua ausência. É de se pensar!

La nos rincões de uma alma sofrida em uma pequena choupana, tem um coração que alardeantemente bate compungido de um sentimento não compreendido, mas que vive a esperar. Vive na imensidão do vale onde a beleza foi adormecida e nos largos campos de flores sob a companhia de borboletas e no gorjeio das aves vive a esperar.
 
Haverá um dia que a chuva vira como que nunca esperada, desprovido da necessidade já descrente de sua chegada, surpreendido sentira as gotas finas, leve como que num sonho entre nuvens e sereno então acordara e olhara para o longo da estrada na expectativa de poder encontrar e dela, saudade e tristeza se livrar para então poder, enfim, viver as delicias de uma vida de quem por muito tempo esperou.


Esperar foi sua fatídica e trágica vida, mas os céus conspiraram a seu favor e assim como a terra seca ansiava a chuva e no tempo veio a cair, também esse velho e solitário coração, lá em sua choupana, olhando os lírios dos vales no balançar das borboletas veio seu amor encontrar. Então acordei e não pude saber se sonhei ou se vivi. É, tive uma boa ideia, uma xícara de café!

2 comentários:

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