Olho para o longínquo da estrada,
Até onde meus olhos pode alcançar
Bate aquela saudade....
Do amor que vivo a esperar
Um dia nos perdemos numa dessas encruzilhada
E meus olhos não quer sair da lá
Na esperança de um dia poder te reencontrar.
O lamurio dá saudades me faz eu recobrar...
Saudades...
Já faz um tempo que me
ausentei deste hábito solene do escrever, espelhar minha alma em forma de
letras e palavras que vão se compondo um corpo visível de uma existência não
tida e jamais vista. Saudades foi o sentimento deste dia... algo que me fez
falta, sem ao menos, saber o que de fato sentir, mas a vida e cheio de idas e
vindas, parecendo uma rodoviária que translada imagens, pensamentos
sentimentos... sem contar com aqueles que sempre quer ou até mesmo embarca de
forma clandestina procurando desesperadamente fugir de onde está para um lugar
supostamente seguro ou onde ninguém o conhece. Mas, onde?
Meu amigo Coco jura que
tenho uma paixão crônica, platônica e desfigurada, pelo menos em sua
perspectiva, hora, absurdo! Entretanto me peguei a uma pequena reflexão de um
autor desconhecido que diz:
A alegria de saber que você existe
faz-me forte para suportar a tristeza
de sua ausência.
Eu amo você! Desconhecido
Faz sentido tal
afirmação tendo em vista duas palavras; tristeza e alegria. Logo penso, como pode
duas palavras em suposta desarmonia fluir tão bem propositalmente a euforia do
mesmo prazer? Amo porque sinto ou sinto porque amo?! Vejamos, quando fixo meus
olhos para o fim da estrada o que estou à procura ou a espera? Seria ela a
existência de um amor ou a manifestação da sua ausência. É de se pensar!
La nos rincões de uma
alma sofrida em uma pequena choupana, tem um coração que alardeantemente bate
compungido de um sentimento não compreendido, mas que vive a esperar. Vive na
imensidão do vale onde a beleza foi adormecida e nos largos campos de flores
sob a companhia de borboletas e no gorjeio das aves vive a esperar.
Haverá um dia que a
chuva vira como que nunca esperada, desprovido da necessidade já descrente de
sua chegada, surpreendido sentira as gotas finas, leve como que num sonho entre
nuvens e sereno então acordara e olhara para o longo da estrada na expectativa
de poder encontrar e dela, saudade e tristeza se livrar para então poder,
enfim, viver as delicias de uma vida de quem por muito tempo esperou.
Esperar foi sua
fatídica e trágica vida, mas os céus conspiraram a seu favor e assim como a
terra seca ansiava a chuva e no tempo veio a cair, também esse velho e
solitário coração, lá em sua choupana, olhando os lírios dos vales no balançar
das borboletas veio seu amor encontrar. Então acordei e não pude saber se
sonhei ou se vivi. É, tive uma boa ideia, uma xícara de café!
Belo e profundo.
ResponderExcluirObrigado pelo comentario...
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