quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Mulheres

Mulher preciosa
Mulher radiante
Perante as estrelas
Seu brilho é constante.
A flor mais bela do dia
Por onde passa deixa seu frescor,
Suave e sensível
Que nos leva ao seu amor.
Aos cânticos de alegria
Sua voz vira magia.
Esplendor de virtudes
Que reflete em nossas vidas. F. O

Paradoxal o homem e a mulher. Homem visual mulher toque, homem razão mulher sentimento homem fogão a gás mulher fogão a lenha, homem de marte mulher de vênus... como pode haver tanta divergência nesses dois seres idealizado projetado e criado pelo mesmo engenheiro da vida?

Qual a razão que leva dois seres tão distintos e ao mesmo tempo da mesma centelha de espirito e com as mesma razoes de vida serem opostos um do outro? O universo alegrou-se com a criação do homem e da mulher, sorriu e se apaixonou a ponto dele mesmo criar contendas entre sim para que a vida em sua ternura se tornasse equivalentemente sátira e na sua lucidez nada viesse a combinar.

Os opostos se atraem diz a física, vive se uma tenuidade entre amor e ódio querem deixando de querer, no sexo são lascivos desejosos contente e descontente intrigados pelo sagrado e profano desejam no coração reproduzem na mente, mas não podem externalizar o pecado cometido na razão da consciência, mas deseja o escondido não os revela a ninguém.

Sexo selvagem morde bate cravam as unhas... enforcam-se e isso tudo é o campo do prazer contido no anonimato do desejo, rezo cá comigo e concorda meu brother Coco, nem sempre, diga se de passagem. Promiscuo deveras! Mas isso também é bom, faz parte do jogo da sedução para arrancar maior prazer e ter maior prazer... mas como cultivar tudo isso?

A mulher é algo não cultivável, e fera selvagem, indomável jaulas não as prendem nem cordas nem coleiras algemas... e flor rara, somente pode ser encontrada no mais alto das montanhas geladas onde se tem um mínimo de terra ar e sol e, lá somente lá como que o último suspiro de vida pode ser encontrada a dose necessária para voltar a viver, ela a mulher perfeita.

Mas a espécie homem macho e bruto e grosso, mas se torna uma moça nas mãos de uma mulher, essa que o levou ao extremo de sua condição física para ir no mais alto monte gelado e por entre as lapides finas e cortante de gele para então, lá encontrar sua medida de felicidade. Procura meios para cultivar seu achado, mesmo sem saber submete as mais duras e castigante sacrifício para então:

Queremos a mulher-flor,
delicada, sensível,
bonita, cheirosa,
rara e única,
mas não somos o adubo necessário
para o nosso querer. C. C


Canela define bem esse burburrido da alma máscula, do querer e na tentativa de fazer ter e se fazer adubo embora não consiga... morramos tentando, vale a pena.



Um comentário:

Escreva que eu leio