sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Cravo e a rosa

Beijar você e se deliciar do néctar
Beijar você e alimentar do próprio amor
Amar você é colocar tudo em cheque
Amar você é ter o coração rasgado por seus espinhos
Amar você é ser curado por seus cuidados
Sentir seu perfume
E nele se deleitar

Afirma a rosa ao cravo, “nunca mais chorarei por sua causa, e acrescenta por você e por mais ninguém”. Estarrecido com tal afirmação e seguridade dela, pos me a refletir do real valor de si mesmo para a rosa..., pergunto-lhe então, não valho nada pra você? Uma afirmação sem nenhum sentido a princípio gera uma pergunta de ofensa dando a entender que a rosa deveria sempre chorar de tristeza por ele, a saber foi assim sua contra resposta.

Não quero me ater aos possíveis desfecho desta proza antropofágica que, bem lá no veio dos sentimentos como que no garimpo Serra Pela, pessoas aqui figurada por coisas subindo e descendo levando e trazendo núcleo de dores e sentimento fica a inquietação o desdobramento de perguntas e resposta de colidirem em sim mesmo como dois carneiros medindo forças e demarcando território.

O amor e a felicidade não causam danos como a dor, pelo contrário, gera vida sem que percebamos sem a necessidade de cobrar pelo excesso de coisas boas geradas mas, passamos uma vida fazendo a pessoa feliz de todos os modos possível, mas naquele dia um erro... um único erro pode colocar tudo a perder, todo o esforço para superar a própria fragilidade, superar a si mesmo em suas deficiência é em vão. Alarmante é tal conclusão do amor e a felicidade e a dor.

Coco, meu leal escudeiro me levou a refletir numa celebre frase de grande pensador Sêneca que pontua com muita propriedade o sentimento de dor pela dor. Seria uma força motriz?

"Uma dor nova nasce da própria dor já existente."

Acredito que esses dois rixosos são amantes de outras temporadas como já dizia a cantiga, cantarolando:

O cravo brigou com a rosa
Debaixo de uma sacada
O cravo saiu ferido
E a rosa despedaçada.
O cravo ficou doente
E a rosa foi visitar
O cravo teve um desmaio
E a rosa pôs-se a chorar...


Um comentário:

Escreva que eu leio