quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Em busca!

Em busca de algo,
Em busca do que possa ser sustentável
Em busca do que me traga prazer
Em busca do que me alegra. Em busca...
Seguindo o curso da vida em busca até achar

Algumas semanas atrás escrevi algo sobre as flores (escrito vindo do fundo da alma, uma reflexão profunda sobre a brevidade da existência e uma vida compartilhada para uma mulher muito especial), e sua relativa importância no reino humano e suas qualificações, claro elas nunca se intitularam rosa de cores ou ainda a rainha das rosas, necessidade do reino humano para rotular as cosias tendo a necessidade de apreciar ou depreciar qualquer coisa ao seu redor. Mas me pego a pensar em uma frase do filme “O Último Samurai” novamente sobre as flores que diz:

“A flor perfeita é rara, podemos levar a vida toda para encontrá-la e mesmo assim não seria um desperdício”

Quanto tempo é uma vida? A olhar por uma flor, uma vida não tem sentido em si mesmo pela quantidade do tempo e sim, como nós perfumamos esse ambiente e a capacidade de deixar nosso aroma no ar, dando sentido à vida de que passamos ali. Mas outra coisa me intriga nessa caminhada da vida, valores e as flores. Pessoas brigam se sucumbem se acusam se amam geram filhos transam fazem juntos projetos de vida...

Mas seu real valor parece ser quando morem nem mesmos quando nascem. Aparece dedicatórias, discursos inflamados do valor que era essa pessoa filhos, parentes cônjuges, amigos... todos choram e lamentam a perda desse ente querido. Mas o que de fato procuramos frente a fria e realidade da vida e a morte? Temos nesse cenário duas realidades nua e crua co-existindo vida e morte. Por falar nisso e as flores?

Bem, as flores! Elas são especiais porque entre si se reverenciam todos os dias, anunciam entre si que estão prontas a serem polinizada a dar seus frutos, ou seja, adocicar o bico das abelhas e usar suas patinhas pra levar sua fragrância seu valor para outra flor podendo assim compartilhar sem a necessidade de alardio do que fazem ou deixam de fazer. Engraçado ou frustrante, as flores não se preocupa com cutelo do seu cultivador, não choram a perda irreparável daquela que ao longo de sua vida (quanto tempo mesmo tem uma vida?), nasceu cresceu e juntas deram o melhor de si para as demais ao seu redor.

Não se reúnem para plantear a morte, mas talvez, elas ficham os olhos e absorvem os últimos vestígios de fragrância de sua amiga-irmã para deixar registrado que a vida e feita de momentos e o momento é de alegria porque ainda existe um cheiro no ar. Isso talvez as alimente as fortalece para o seu firme propósito, alegra rapidamente os olhares e narinas do reino humano em casamentos aniversário etc. qual mesmo seria o valor das flores se não fosse para essa tarefa?

Mas, e aos homens que pouco sabe sobre a vida? Teríamos paciência como diz a frase, uma vida todo para perceber um desabrochar e no último suspiro poder dizer “valeu a pena?” esperar sem saber se seus olhos vera aquilo que tanto sonhou desejou e concluir no seu íntimo “valeu a pena” e feliz fechar os olhos e permitir que os que estão ao seu redor destilarem sua fragrância e se alegrar com a sua vida.


Mas, não é isso que acontece, porque estamos em busca. Em busca de algo que não sabemos o que é em busca de algo que quando empoderado dela deixa de existir perdendo o valor daquilo que tanto queríamos.  

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