sábado, 29 de agosto de 2015

Contraditório

Quero não querendo
Deixo no desejo de pegar de volta
Sinto falto do que não tenho
Se tenho, não dou valor
Valor! A o valor,
Ele sim me faz falta
Mas quem me valoriza?
Contraditório... tudo é!

Como identificamos as flores? Elas são o que são porque as distinguimos em suas espécies ou elas se alegram com as tolices do homem na eminencia de separá-las pra um proveito maior? Olha pra elas nesse momento... você as vê por que estão à sua frente ou as vê porque cria se na mente uma retórica imagem do que poderia ser... Contraditório diria o filosofo.

"São tão contraditórias as flores!
Mas eu era jovem demais para saber amar."

Parece assim no amor, sempre queremos distinguir as reações e dar a elas nomes. Euforia, melancolia, histeria, lagrimas e lamentos... mas, ao fim de tudo não se pode definir muitas coisas porque em sim só as coisa acontece por que deliberadamente somos contraditórios. Buscamos todos os meios possíveis para adequar-se a um padrão, mas não há padrão por conta de que não nos submetemos a eles.

Por esse prisma, as rosas não tem seu real valor quando o jovem se é jovem demais para entender o que é o amor, ai sim as rosas são apenas flores. Embora até mesmo o amor seja frustrante por que ele consiste em abrir mão de si mesmo para que haja harmonia num todo.

Quanto vale minha metade? O que me custou às tolices praticada em nome do amor vislumbrado enquanto minha alma fagócito vorazmente o que vem pela frente em busca de valor e descontradizar o que se vive. Elementar meu caro Watson, a um descortinado a se investigar e vivenciar empiricamente essa questão do contraditório e o valor.

A celebre frase diz assim; “só sei que nada sei!” nesse caminho parece ser irônica. Soa como se eu soubesse tudo e não quero falar de mim mesmo, para que eu mesmo descubra o que é. Mas como descobrir se não sei o que procuro e onde procurar. Há sim as flores... essas sim, sabe de tudo e, devem estar rindo de mim agora, porque a fria e gélida noite da minha alma estou eu a procurar algo que as rosas por certo sabe muito bem.


Coisas de menino ou de homem com síndrome de peter pan? Crescer ou permanecer adolescente? Como seria um corpo velho com uma mente adolescente? Contraditório outro vez! As flores, há essas sim, não vive pelo seu valor nem se turba com as possibilidades de um dia curto sem muitas emoções porque mesmo que mortas conservadas pelo gelo viveras. Surge então outro dilema a ser conversado numa outra hora... vive o que more ou morre o que vive? Jovem demais... contraditório de novo... e não há valor algum, não porque não valha porque não se pode pagar.

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