segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Coração ermitão

Bate coração  
Bate no peito 
Bate porque busca razão para não parar de bater 
Bate coração, busca nas emoções o sentido de ser! 
Esse coração que não pensa nas consequências 
Vive uma vida de ermitão, sem um lugar para morrer. 

O coração é meio zen, ele não se importa com quem se relaciona, simplesmente permite que as pessoas entre, se acomodem faça dele morada ate que lhe seja util. Seria o coração um ermitão? Que vive a vagar nos lugares mais longínquos, onde nem mesmo os pés pode levar,  ele vai e ultrapassa os limites da fronteira do que é seguro, visívelhabitável e, lá ele faz seu tempo de cura. 

Alguns meses atrás esse coração conheceu uma alma de penhor, bem elaborada, cheia de graça e por ela, que a chamarei de Kaguya, minha mais nova personagem dos meus pensamento, se engraçou. vibrou ao conhece-la de um modo fortuita e comprometeu-se a galantear e a enche-la de mimos. Há dois fatores entre Kaguya desperta nesse ermitão, 1. química e, 2. prazer. 

Dostoievski descreve da seguinte forma: 
O sofrimento acompanha sempre uma inteligência elevada e um coração profundo. Os homens verdadeiramente grandes devem, parece-me, experimentar uma grande tristeza. 

Caco, meu nobre amigo enciumado de Kaguya, diz que "ela será sua ruina" nobre amigo, criador de seu próprio enredo ela florescera sobre seus ossos caso não seja capaz de rever sua postura frente a uma cruel e inevitável realidade ele afirma, onde mesmo você a conheceu? A sim, caso fortuito você me disse, mas como se deverá a tudo isso se nunca pode toca-la? A sim, você também me disse que envernizara as poucas imagens que você tem dela e fara dela sua célebre companheira de caminhada.  

Grosseiramente Coco se recusa a andar nesse triangulo amoroso num ciúme possessivo retira para que a mente possa florescer sobre os olhares inebriantes de Kaguya. E então volto a pensar nos dois aspectos proposto acima: química e prazer. Seria isso o que move um coração a viver uma vida de ermitão? Em busca de razão e vida que faça sentido? Como  escrevi outras vezes, é de se pensar? 

Bem, voltarei a pensar e redefinir esses valores e conceitos sobre química e prazer. O coração ermitão achou um ancoradouro e por  passar um tempo para refazer e organizar seu olhar sobre um carteado posto à mesa... bem sabia Dostoievski quando afirma que uma mente inteligente tem um coração profundamente sofredor no seu fim.

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