segunda-feira, 21 de novembro de 2016

O caminho da borboleta

Voa borboleta, 
Voa com a forças de suas asas 
Voa cintilantemente  
Causa graças aos meus olhos 
Voe levando meus sonho 
Voe e leve minhas esperanças 
Voe porque a vida lhe permite voar 
Voe gracejando sua beleza como que 
Uma bailarina na docilidade que há em seus pés. 
Simplesmente voe! 

Na vida todos tem um caminho a ser construindo e, tudo que recebemos para essa empreitada e uma leve dedução de como fazer e por onde fazer. O que chama-se de sina, ou destino, ha ainda os que dão um nome mais espirituoso gélido, livre arbítrio. Mas por onde é que tudo isso começa? a corrida da vida não é fácil mesmo, no ato da gozada os espermatozoides saem num frenesi loco em busca do seu tão almejado alvo, são bilhões competindo num curto caminho onde o PH é alto e quase todos se não todos, acabam morrendo pelo meio do caminho sem mesmo ter a chance de encontrar seu par perfeito. 

O grande herói ou heroína que conseguem nessa luta fantástica da vida achar seu par perfeito, chega ser desesperador a ânsia para pode entrar e fecundar são vários milhares em cima de um ovulo procurando a portinha de entrada, a saber  tem uma, e só um poderá entrar. Ao sortudo, resta então deslizar se forçadamente meio a dentro ate encontrar o lugarzinho certo para então fazer a fusão, e , começar a gerar a vida. Vida essa que tem grandes desafios! 

Ordinariamente é possível então descrever o surgimento de uma borboleta. Numa dessas querela, eu e Coco falávamos sobre as borboletas que antes de voar é um ovo que quando eclode vira uma lagarta que por um tempo vive se rastejando para então num tempo certo de sua vida criar seu casulo e nele ficar guardado ate que tudo se transforme. Entretanto esse transformar da vida não cabe ao homem nenhum ponto de apoio, a não ser a curiosidade e ânsia de saber o que acontece  dentro.  

A despeito do homem e a borboleta, qual a diferença que ha entre um e outro? Kaguya diz: hora são os aspectos de materiais! Bem, poderia ser, entretanto em pensar na matéria seria isso mesmo do mesmo barro, logo o que temos em comum é a trajetória de vida. O inseto é visível seu comportamento e a biologia estuda isso sistematicamente, agora o homem o bicho homem é diverso e complicado em sua metamorfose. 

O bicho homem fica no casulo por 9 meses, ao nascer é uma incógnita porque, mesmo fora do casulo pode permanecer a vida toda com o casulo dentro de sim. O remonte de seu comportamento pode ser dilacerante, sua alma um tédio e seu vigor esvaindo por entre os dedos por razão de não querer viver a vida e sentir saudade do seu casulo (barriga da mamãe). 

A maestria da vida humana é como um bailar bailarino da borboleta. Leve por hora, mas ao molhar as assas sobrepõe um peso incapaz de alçar novos voos até que no raiar do sol a vida se renova, os sonhos realça o vigor da vida da o ar da graça e tudo pode ser recomeçado; e la se vai a borboleta bailarina com o seu bailar! 

Hora, encucada pergunta Kaguya, não deveria ser assim também a vida do ser humano? Caco meu velho amigo concluiu com sua aspiciosidade de quem já viveu muitas vidas... minha cara amiga e inocente Kaguya, ao ver o cintilar do dia não quer dizer que todos os bichos homens aceitaram seu renascer para esta proeza da vida que é acordar de um velho dia para um novo e lindo amanhecer. Mas o que se busca então esse enredo, esse conluio de bicho homem sem saber ao certo com quem refuta tal graça da vida?  

Crianças, crianças parem! Esta é a vida que temos. vive-la é uma escolha diferentemente da borboleta que escolhe sempre a vida o bicho homem e cruel e complicado. Em muitas facetas da vida escolhemos tudo e as vezes terminamos sem nada, sabe porque? Diferentemente da borboleta que não se pode tocar em seu casulo, o homem depende sempre de outras mãos, diga se de passagem, muitas mãos para pode prosseguir na vida. Ao recusar esses dedos mágicos esculpido pela divindade suprema, deixamos as cascas do nosso casulo secar em nossa pela dificultando assim um viver cintilante da beleza do alvorecer de um novo dia. 

Veja bem Coco e Kaguya, saiam do vosso casulo permita que o fortalecimento de vossas assas seja vivas e alcem voos lindamente. Conheça o alto do céu, conheça a brisa do mar, desperte para o alvorecer da floresta, ontem os pássaros e outros animais alegremente cantam reconhecendo a vida como presente para esse único dia que lhes resta, o hoje, nada mais do que isso, hoje!

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Antes e depois


Antes era somente eu 
Depois éramos s dois 
Antes era minha carne 
Depois dois corpos, mas uma só carne 
Antes era somente antes 
Onde nada fazia muito sentido e, nefasto!  
A vida era quase irrelevante e irreverente, 
Depois! Se tornou agora, 
E agora, há agora... 

Kaguyavocê já percebeu que o ontem é igual ao hoje que foi igual a anteontem? O amanha não pode existir por conta do hoje porque hoje tudo pode ser mudado e  poderá haver daqui a pouco se o agora for bem estabelecido (mesmo que seja o caos), mas o que você me diz? De olhos no infinito do nada Kaguya entrelaçada de afagos com Caco meu fiel e emblemático escudeiro que também se esforça para entender a logica do existo ainda não, relembra:  

Mestre, há de convir que as perguntas nada são além de um emaranhado de pressuposiçõesalém do que, podem não nos levar a lugar algum, se esta a razão... se é então que pretende ir, e conclui Kaguya, dizendo que a vida é efêmera ao ser que é medido pelo que se é e, não pelo que se temHa de convir que quando olhamos para o "ser" homem nada vemos além de nossa própria imagem refletida no universo biconvexo de si mesmo para uma simples razão, o que eu sou e se eu estou disponível a me levar a diante olhando a partir do ser, o outro.  

Lembro me de uma fala de Rubem Alves, se o homem soubesse o valor do outro seriamos antropofágicos... Nobres e beneplácitos amigos do anonimato e de uma mente que vos criou, recordo me de uma frase de Fernando Pessoa que diz: 

Querer não é poder. Quem pôde, quis antes de poder só depois de poder. Quem quer nunca  de poder, porque se perde em querer. 

Seria o antagonismo da vida tal forma de proceder? Seria assim a vida antes durante e depois do amor? Pessoas diferentes, de lugares e hábitos diferentes numa atração inversa, ou seja, o que era pra repelir acaba sendo evocado a um sentimento de que os dois universos opostos são capazes de gerar vida. 

Difícil de saber, mais ainda de explicar, porque tal coisa é existencial no mesmo mundo, coexistentes em si mesmo. Há afirmativa do filme "homens são de martes e mulheres são de vênus" retrata melhor essa andrologia. 

Do que mesmo nós falávamos, Caco... Kaguya?!  

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Coração ermitão

Bate coração  
Bate no peito 
Bate porque busca razão para não parar de bater 
Bate coração, busca nas emoções o sentido de ser! 
Esse coração que não pensa nas consequências 
Vive uma vida de ermitão, sem um lugar para morrer. 

O coração é meio zen, ele não se importa com quem se relaciona, simplesmente permite que as pessoas entre, se acomodem faça dele morada ate que lhe seja util. Seria o coração um ermitão? Que vive a vagar nos lugares mais longínquos, onde nem mesmo os pés pode levar,  ele vai e ultrapassa os limites da fronteira do que é seguro, visívelhabitável e, lá ele faz seu tempo de cura. 

Alguns meses atrás esse coração conheceu uma alma de penhor, bem elaborada, cheia de graça e por ela, que a chamarei de Kaguya, minha mais nova personagem dos meus pensamento, se engraçou. vibrou ao conhece-la de um modo fortuita e comprometeu-se a galantear e a enche-la de mimos. Há dois fatores entre Kaguya desperta nesse ermitão, 1. química e, 2. prazer. 

Dostoievski descreve da seguinte forma: 
O sofrimento acompanha sempre uma inteligência elevada e um coração profundo. Os homens verdadeiramente grandes devem, parece-me, experimentar uma grande tristeza. 

Caco, meu nobre amigo enciumado de Kaguya, diz que "ela será sua ruina" nobre amigo, criador de seu próprio enredo ela florescera sobre seus ossos caso não seja capaz de rever sua postura frente a uma cruel e inevitável realidade ele afirma, onde mesmo você a conheceu? A sim, caso fortuito você me disse, mas como se deverá a tudo isso se nunca pode toca-la? A sim, você também me disse que envernizara as poucas imagens que você tem dela e fara dela sua célebre companheira de caminhada.  

Grosseiramente Coco se recusa a andar nesse triangulo amoroso num ciúme possessivo retira para que a mente possa florescer sobre os olhares inebriantes de Kaguya. E então volto a pensar nos dois aspectos proposto acima: química e prazer. Seria isso o que move um coração a viver uma vida de ermitão? Em busca de razão e vida que faça sentido? Como  escrevi outras vezes, é de se pensar? 

Bem, voltarei a pensar e redefinir esses valores e conceitos sobre química e prazer. O coração ermitão achou um ancoradouro e por  passar um tempo para refazer e organizar seu olhar sobre um carteado posto à mesa... bem sabia Dostoievski quando afirma que uma mente inteligente tem um coração profundamente sofredor no seu fim.